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quinta-feira, 20 de junho de 2024

.vá aonde seu coração mandar.

 



."às vezes me pergunto por que as verdades elementares são as mais difíceis de entender. Se eu tivesse compreendido, então, que a primeira qualidade do amor é a força, provavelmente os fatos teriam dado de forma diferente. Para ser forte, contudo, a pessoa precisa antes de mais nada amar a si mesma; para amar a si mesma, precisa conhecer-se em profundidade, saber tudo de si, até as coisas mais ocultas, as mais difíceis de se aceitarem. Mas como levar adiante um processo desses enquanto a vida nos atropela com o seu alarido? Só alguém provido de qualidades extraordinárias poderia agir assim desde o começo. Aos comuns mortais, as pessoas como eu e como sua mãe, só resta o destino dos galhos e das garrafas de plástico. Alguém - ou o próprio vento - joga-nos de súbito na correnteza de um rio, e graças ao material de que somos feitos, conseguimos permanecer na superfície; isto, por si só, já pode parecer uma vitória, e antes que nos demos conta já estamos deslizando velozmente na direção que nos leva a correnteza; de vez em quando, por um acúmulo de raízes ou uma pedra, somos forçados a uma pausa; ficamos ali, meio balançados pela água, até que a água sobe e nos livramos, seguindo adiante; quando a correnteza é tranquila, permanecemos na superfície, nas corredeiras submergimos; não sabemos para onde estamos indo e tampouco ficamos perguntando-nos a respeito; nos trechos mais calmos, podemos até apreciar a paisagem, as margens, as moitas; mais que os detalhes, vemos as formas, o matiz, corremos demasiado rápido para distinguir qualquer outra coisa; então, com passar do tempo e dos quilômetros, as margens se afastam, o rio fica mais largo. "Para onde estou indo?" perguntamo-nos, e nessa mesma hora o mar se abre a nossa frente."


Trecho do livro: Vá aonde seu coração mandar

segunda-feira, 20 de outubro de 2014

.dia do poeta.

E hoje é o Dia do Poeta!

Sobre o poeta Vinicius de Moraes escreveu Carlos Drummond de Andrade: 

“Vinicius é o único poeta brasileiro que ousou viver sob o signo da paixão. Quer dizer, da poesia em estado natural. Eu queria ter sido Vinicius de Moraes”.

Eu também!!! \o/

Fala aí, Vinicius!



Soneto de separação

De repente do riso fez-se o pranto
Silencioso e branco como a bruma
E das bocas unidas fez-se a espuma
E das mãos espalmadas fez-se o espanto.
De repente da calma fez-se o vento
Que dos olhos desfez a última chama
E da paixão fez-se o pressentimento
E do momento imóvel fez-se o drama.
De repente, não mais que de repente
Fez-se de triste o que se fez amante
E de sozinho o que se fez contente.
Fez-se do amigo próximo o distante
Fez-se da vida uma aventura errante
De repente, não mais que de repente.

segunda-feira, 7 de abril de 2014

.abra sua agenda aos imprevistos.

Um amigo cego meu pensa muitas vezes em seu interior, quando vai dormir: “Talvez, quando eu levantar amanhã, eu possa enxergar”. Até hoje, ele continua cego. Mas este sonho não se apaga em seu coração.

Como seria bom se todos nós sonhássemos sempre o mesmo! Querer acordar e ver tudo com clareza, porque não enxergamos tão bem quanto gostaríamos. A fé, no que parece impossível, continua viva quando cuidamos da chama do coração.

Alguém disse: “Se, por algum instante, Deus me desse um pedaço de vida, eu aproveitaria esse tempo o máximo possível. Daria valor às coisas, não pelo que valem, mas pelo que significam. Dormiria pouco, sonharia mais, porque entendo que, em cada minuto em que fechamos os olhos, perdemos sessenta segundos de luz. Eu andaria enquanto os outros se detêm, despertaria enquanto os outros dormem”. É o desejo de viver avida plenamente, sem sombras, sem escuridão. Uma vida com sentido e cheia de luz.

Um dia desses, uma pessoa comentava quão importante é viver aceitando que muitas coisas acontecem de repente. É verdade. Os milagres ocorrem quando não os esperamos. Vamos por um caminho, acreditamos que o correto é o que estamos fazendo, e de repente acontece algo que muda tudo.

Uma morte, uma doença, um imprevisto. Um acidente, um acontecimento alegre, uma surpresa inesperada. Um sorriso, um “te amo” que muda tudo, um abraço que nos rompe por dentro. Uma palavra de carinho ou de desprezo que nos comove. Um “adeus”, um “até logo”. Um silêncio que nos faz compreender. Uma viagem, uma resposta não pedida, uma pergunta lançada ao ar. Um “olá”, um “nunca é tarde”.

Às vezes, temos a agenda tão cheia, tão marcada, que suprimimos os possíveis “de repente” da nossa vida, tentando evitar que eles compliquem a nossa existência. Nós os evitamos, os censuramos, os escondemos. Não queremos que nada aconteça “de repente”.

Queremos estar tranquilos, com tudo sob controle. Mas isso não é possível. As coisas continuarão acontecendo em nossa vida quando menos esperarmos.

Se fôssemos mais flexíveis, esses “de repente” não seriam tão incômodos. Nós nos adaptaríamos facilmente às mudanças e as veríamos como novos caminhos que Deus abre para nós. Se colocássemos nossa agenda nas mãos de Deus, talvez as mudanças não nos complicariam tanto a vida.

Para isso, temos de desenvolver um dom especial, essa capacidade de descobrir Deus em tudo, essa ingenuidade das crianças que sabem aproveitar a vida no presente, aqui e agora. Sem olhar o passado com nostalgia ou culpa. Sem esperar o futuro com medo e desconfiança.

Esses “de repente” podem transformar nossa vida para sempre.

Pe. Carlos Padilla
Saiu daqui.

segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

.você é daqueles poemas que ficam engavetados.




Você é daqueles poemas que ficam engavetados
tem um título em inglês, fala de uma praça em Paris,
tem versos trabalhados, sua pena é uma faca

Você é daqueles poemas que ficam engavetados
tem rimas milimétricas, um e dois e á e bê,
suas sílabas têm pós-doutorado em Matemática

Você é daqueles poemas que ficam engavetados
tem um corpo bonito,
um desejo inconsciente de ser verso-livre,
mas será sempre impublicável.

[ eu me chamo Antônio ]

quarta-feira, 4 de setembro de 2013

.pra ti.

Sentir, sem saber ao certo o que diz o coração
Sem viver de fato esse grande amor...
Sem te ver, impossível não chorar.
Só depois que os sinos tocam eu vou despertar
Desse sono profundo que é meu viver,
Por viver a te amar.
 
Aprendi, que o tempo seca as feridas
Que permanecem vivas as cicatrizes...
Que ao te ver, é impossível não sorrir.
Nem depois que o mundo acabe eu vou acalmar
Essa vida louca que é meu viver,
Por vivar a te amar.
 
Renascer, ressurgir das cinzas, aprender a voar
Ressurgir em sonhos, não mais despertar...
Ressurgir apenas para o teu amor.
E depois que a linha do tempo eternizar
Essa vontade louca que é meu viver
Vou viver a te amar.
(Marcus de Carvalho)



Há braço!

segunda-feira, 26 de agosto de 2013

.os reconhecimentos que promovemos.


Há pouco tempo, li umas críticas sobre o livro Encantador de Pessoas (já falei dele aqui) e gostei bastante do que li. Parecia ser um livro bem interessante. Mas como tenho o hábito de fazer uma pesquisa antes, atrás do livro em pdf, e ler alguns trechos antes de comprá-lo, foi o que fiz. Achei este link aqui que disponibiliza a introdução do livro e pude verificar que realmente era uma leitura que me agradava. Fica a dica, então, para quem se interessar pelo livro. ;)

No meu último post prometi que ia falar de um dos capítulos do livro que gostei. O que me leva a escrever sobre isso é que, além de ter prometido que falaria, a mudança a partir do sentir é um tema que me interessa bastante.

A perspectiva de reflexão do capítulo é acerca do sentido que damos à vida, das relações positivas e da visão sistêmica do futuro; do valor que, em determinamos momentos, damos ou deixamos de dar para as pessoas que nos são caras, independentes de estarem próximas ou não; do reconhecimento que promovemos, ou não, a quem tanto amamos.

Mas a grande questão que o livro me trouxe foi sobre QUEM amamos. Será que reconhecemos quem realmente deveríamos reconhecer? Será que nossas energias são depositadas em quem realmente deveria ter nossa atenção?

Para se chegar a alguma resposta (não sei se esse é o termo mais adequado) o autor do livro propõe o seguinte exercício que ele realiza em workshop: a simulação  do próprio velório. Simmmmm, o assunto a partir daqui é fúnebre! É para os fortes! Para aqueles que não tem coragem de seguir a leitura adiante, eu me despeço com essa música do Jorge Drexler (que eu adooooro)... Bj, e até a semana que vem! Voltem sempre! ;)




Para você que se arriscou, segue o exercício:


Imagine que você faleceu.  
Imagine sua morte na posição em que se encontra, neste local, neste momento. Imagine seu corpo sendo levado ao velório e então seu caixão aberto.
Quem está no seu velório?
O que dizem essas pessoas?
O que pensam a respeito do que foi a sua vida?
Quem você ama está lá?
Imagine seu próprio velório. 
Em determinado momento, um pequeno grupo se aproxima do seu corpo e o toca, 
em um movimento misto de carinho e de dor.
Quem está tocando você?
Essas devem ser as pessoas mais importantes da sua vida. 
Então, imagine a dor que eles, e você - sentem numa cena dessas. 
Você não pode falar nada, afinal está morto. 
Pode apenas reconhecer essas pessoas e imaginar o calor delas ao tocar seu corpo.
E se lhe fosse permitido falar algo em apenas dois minutos? 
Que recado você daria a essas pessoas?
Que recado daria na sua despedida?
Que pedido de desculpas você faria?
Como demonstraria o seu amor?
Agora, como num passe de mágica, sinta a energia do seu corpo aqui e agora. 
Sinta o peso do seu corpo tocando o sofá ou a cadeira em que está sentado neste momento. 
Sinta que está vivo e que isso foi apenas um exercício.


Você não está morto! 
E agora cabe somente a você definir o que fará com seu tempo restante. Que aspecto de você morre neste momento? Que culpas e experiências vividas, as quais você não pode mais mudar, precisam morrer para que você possa renascer? Que parte do seu passado precisa ser enterrada para que você possa ir adiante? Sinta o luto  por aquilo que quer mudar para então iniciar um recomeço. Um novo contrato individual daquilo que quer buscar. Temos o direito de rever nossos comportamentos e seguir adiante rumo a uma vida mais feliz.


terça-feira, 1 de janeiro de 2013

Vem com tudo, 2013!



Que 2013 seja o ano em que FINALMENTE vamos conseguir nos focar no que é importante, se manter na dieta, na academia e ter mais juízo do que em 2012. Mas não demais, porque ter juízo exageradamente é muito chato.

Pra mulherada amiga, um guarda-roupa cheio de novidade, um cartão de crédito ilimitado, uma mala cheia de destinos incríveis e 12 meses cheios sabe-se-lá-o-que que buscamos alcançar todos os anos.

Vem com tudo, 2013!

segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

Feliz aniversário!

Hoje tem festa no blog! 



Parabéns, Carla! Que haja sempre sorte, saúde e ousadia no teu caminho. 



domingo, 25 de novembro de 2012

Contagem regressiva

25 de novembro ... falta pouco para o Natal!
31 dezembro está quase ali, basta dar um pulinho largo!
Já estou ensaiando algumas frases de efeito e imagens "chocantes" para compartilhar aqui.
Calma! Não fiquem agitados. Vocês vão gostar. Bem, talvez não! [muitos risos]
Mas o que vale é sacudir algo aí dentro de você! Sacou?!?
Comecemos então com esta imagem.
Por favor, retirem o que estiverem precisando realmente. Não sejam egoístas!
Um excelente domingo!


quarta-feira, 21 de novembro de 2012

.apenas mais uma de amor.

 
Qual parte do eu te amo que você não entendeu?

(...)

Vezenquando o amor (re)surge por aqui, na mesa 3.
Não curto muito essa de ficar discutindo o amor e tal... até porque eu tenho uma opinião formada e distinta de tudo isso que as pessoas (maioria) sentem e juram de pés juntos que é amor!?

(...)
 
-O que fazer com o amor depois que o mundo acabar?
- Se for amor, não acaba!
...Não vejo a menor serventia de um amor durar para sempre se não existir ninguém para sentir o aperto no coração.
 (...)
 
Deveríamos parar de discutir, de tentar mensurar o amor e começar a praticar. Comecemos pelo amor próprio. "Quando se aprende a amar, o mundo passa a ser seu."
 
(...)
 

 

sexta-feira, 2 de novembro de 2012

.cuidemos deste agora.

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Pessoas vão embora de todas as formas: vão embora da nossa vida, do nosso coração, do nosso abraço, da nossa amizade, da nossa admiração, do nosso país. E, muitas a quem dedicamos um profundo amor, morrem. E continuam imortais dentro da gente. A vida segue: doendo, rasgando, enchendo de saudade... Depois nos dá aceitação, ameniza a falta trazendo apenas a lembrança que não machuca mais: uma frase engraçada, uma filosofia de vida, um jeito tão característico, aquela peculiaridade da pessoa.

Mas pessoas vão embora. As coisas acabam. Relações se esvaem, paixonites escorrem pelo ralo, adeuses começam a fazer sentido. E se a gente sente com estas idas e também vindas, é porque estamos vivos.

Cuidemos deste agora. Muitos já se foram para nos ensinar que a vida é só um bocado de momento que pode durar cem anos ou cinco minutos. E não importa quanto tempo você teve para amar alguém, mas o amor que você investiu durante aquele tempo. 


Marla de Queiroz

[ saiu daqui ]

quinta-feira, 1 de novembro de 2012

.daquelas verdades.

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Quase sempre amamos a quem nos ama mal
e desprezamos a quem melhor nos quer. 
Assim, repito, quando tivermos feito tudo para conseguir um amor, 
e falhado, resta-nos um só caminho...
o de mais nada fazer.

[ Clarice Lispector ]
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sexta-feira, 20 de julho de 2012

Cheers!

Meu grande amigo, eu gosto muito de você. Que sentimento imenso me une a você. Abriu a porta da gaiola e me livrou de uma existência triste, fria e sem amor.

Feliz Dia do Amigos aos que nos acompanham e aos donos do pub!


terça-feira, 10 de abril de 2012

.páscoa romântica.


Alta produção do cara que aproveitou as brincadeiras de Páscoa para surpreender a namorada.
Se puxou!

sexta-feira, 23 de março de 2012

.dez anos.

O que se pode fazer em uma década? 
O quanto a gente aprende em uma década? 
Quanto mudamos em uma década? 
O que não mudamos em uma década?

Hoje completo 10 anos de casado e isso me fez refletir um pouco  sobre essas coisas.... Sem contar os anos de namoro/noivado e os anos em que estudávamos juntos, já faz um tempinho que convivo diariamente com a Fabiane, minha esposa. Realmente o amor da minha vida!

Pra quem não conhece nossa história, vou tentar resumir aqui em algumas linhas:
Conheci a Fabiane no início da faculdade e logo nos tornamos bons amigos. Trocávamos confidências sobre problemas familiares e até sobre nossos relacionamentos (ela era noiva e eu tive uma namoradinha). A gente andava tanto junto que a galera pensava que já rolava alguma coisa, era muito engraçado! Claro que vezenquando rolava um clima, mas só fomos ficar juntos mesmo no finalzinho do curso.. quando já estávamos livres de outros compromissos. A questáo da ‘química’, de pele, sempre rolou entre a gente.. e nos conhecíamos tão bem que quando começamos a ficar junto ficou difícil viver separado. 


O quanto eu cresci e aprendi com ela? Quanto eu melhorei por ela? Impossível mensurar. E com a chegada da Giovanna, então?!?! Só Deus sabe. 
Espero não ser considerado brega, mas segue abaixo um link com a música que foi cantada em nosso casamento:



OBS: Nunca vou esquecer a primeira coisa que me passou na cabeça quando a conheci: “puxa, essa é pra casar. Linda, inteligente e comportada." Ah se eu pudesse voltar no tempo.. não esperaria até o final da faculdade.. hehehe 

Um beijo meu amor!

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

.referências.






IGUAL AO TEU, Amor. É pra vida inteira. Ed. Saudade. Porto Alegre: 2012.
INCONDICIONAL, Amor. Razão do meu viver. Ed. Vida. Porto Alegre: 2012.
LIMITES, Amor Sem. O que se leva da vida. Ed. Esperança. Porto Alegre: 2012.




.tu és a minha melhor referência.


________________________________________

Feliz Ano Novo, pessoal!
Com o término do carnaval, inicia-se, nesta segunda-feira, 'oficialmente' o ano no Brasil.
E aí eu acordei hoje pensando sobre o assunto que eu gostaria de 'começar' o ano falando na mesa 1.
E adivinhem? Cá estou falando naquilo que eu mais gosto. ❤❤❤❤
E como não poderia faltar, selecionei este soneto [ lindo ] que fala de amor [ sem Vinícius não dá para começar o ano ].

Soneto do Amor Total

Amo-te tanto, meu amor... não cante
O humano coração com mais verdade
Amo-te como amigo e como amante
Numa sempre diversa realidade

Amo-te afim, de um calmo amor prestante
E te amo além, presente na saudade
Amo-te, enfim, com grande liberdade
Dentro da eternidade e a cada instante

Amo-te como um bicho, simplesmente
De um amor sem mistério e sem virtude
Com um desejo maciço e permanente

E de te amar assim, muito e amiúde
É que um dia em teu corpo de repente
Hei de morrer de amar mais do que pude



Qual a sua referência para 2012?
.
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quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

.você é luz.

Morreu o Wando!


Um cara que começou na música estudando violão clássico, mas que migrou para a música romântica porque descobriu que queria mesmo era 'tocar para as moças'. Virou o rei do Brega Romântico, emplacando vários sucessos ao longo da carreira. 

Cheio de malandragem, assumia que não era um exemplo de beleza física, mas utilizava das letras transbordando sensualidade para conquistar seu público.
Inclusive, depois de bolar a estratégia de distribuir calcinhas para divulgar um dos seus discos, acabou acumulando mais de 17 mil peças doadas pelas fãs, que sempre relacionavam as suas músicas com a peça íntima feminina.

Uma vez meu pai teve que trabalhar na produção de um dos seus shows, aqui no teatro da Ospa, então me levou junto, para ver como era. Fiquei lá no fundão, escondidinho, junto do técnico que operava a mesa de luz... muito legal. Virei fã também... hahaha

Mas acho que até quem não gosta do estilo, sabe o trecho de alguma música dele:

"Você é luz
É raio estrela e luar
Manhã de sol
Meu iaiá, meu ioiô.."

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

.quando palavras valem mais que mil gestos.



Tenho uma amiga que se orgulhava de, em 23 anos de casamento, nunca ter dito “eu te amo” para o marido. Batia no peito como uma vencedora, como o lado vitorioso de um eterno jogo de sedução, em que apenas uma parte cede, e outra capitula. Sua estratégia, garante, deixou-o sempre apaixonado, “no cabresto”. Quando ela o conheceu, disse-me, ele não era o homem sensível que se tornou ao longo de duas décadas, mas um rapaz agitado, que não parava com ninguém. “Eu nunca telefonei para ele para nada”, festejava. “E ele sempre me ligou”.

No fim do ano passado, uma tragédia abateu-se sobre esse casal. O marido teve um ataque cardíaco fulminante e não resistiu. Minha amiga não teve tempo de se despedir, nem mesmo de tentar salvá-lo — foi um enfarto de uma rara violência. O golpe lhe foi fatal; ela o adorava, mas não a ponto de lhe contar que o amava.


Esse trecho saiu de uma reportagem da Revista Época (acesse aqui a reportagem na íntegra), intitulada Se você ama, por que não diz?. 

Essa reportagem me sensibilizou imensamente. Infelizmente as pessoas deixam passar oportunidades, momentos, instantes sem demonstrar aquilo que sentem e quando percebem que deveriam ter feito... não há outra chance.

Muitas vezes é o instante que morre, o momento que finda, a oportunidade que passa... E aí... aí já foi! Não há mais o que fazer... Foi tanta economia de palavras que o outro já não está mais lá para ouvir... o outro já nem quer mais ouvir.

Por que somos tão abundantes com críticas e tão econômicos com elogios?

Não sei explicar. Eu procuro não economizar palavras, sentimentos... Então não entendo as pessoas que não conseguem dizer que amam as pessoas que amam. Não consigo entender essa economia de palavras. Concordo que gestos sinceros valem mais que mil palavras 'mascaradas'. Mas não é disso que estou falando aqui. Falo de sentimentos verdadeiros que não são expressos verbalmente. Falo de momentos que passam e não voltam jamais.

Num mundo sem toques, olhares e os sons das vozes, de carinhos vazios de Twitter e Facebook, protegidos pela tecla de um computador, o grande desafio do ser humano é ir além do “cutuco” das redes sociais, pegar um carro, enfrentar o trânsito, subir o evelador, tocar a campainha e dizer, sem medo, o que sente.

Como dizia o Vinícius: e cada verso meu será pra te dizer que eu sei que vou te amar por toda a minha vida...

Sábio Vinícius!