Mesas

Mesa 1
Carla
Mesa 3
Marcus
Mesa 6
Rita
Mesa 7
Mari
Mesa 8
Cris
Palco 10
Victor Hugo
Mostrando postagens com marcador também pensei assim. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador também pensei assim. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 20 de outubro de 2014

.dia do poeta.

E hoje é o Dia do Poeta!

Sobre o poeta Vinicius de Moraes escreveu Carlos Drummond de Andrade: 

“Vinicius é o único poeta brasileiro que ousou viver sob o signo da paixão. Quer dizer, da poesia em estado natural. Eu queria ter sido Vinicius de Moraes”.

Eu também!!! \o/

Fala aí, Vinicius!



Soneto de separação

De repente do riso fez-se o pranto
Silencioso e branco como a bruma
E das bocas unidas fez-se a espuma
E das mãos espalmadas fez-se o espanto.
De repente da calma fez-se o vento
Que dos olhos desfez a última chama
E da paixão fez-se o pressentimento
E do momento imóvel fez-se o drama.
De repente, não mais que de repente
Fez-se de triste o que se fez amante
E de sozinho o que se fez contente.
Fez-se do amigo próximo o distante
Fez-se da vida uma aventura errante
De repente, não mais que de repente.

segunda-feira, 15 de julho de 2013

.o caminho de volta.

Há poucos dias estava lendo um capítulo de um livro que trazia como reflexão a percepção do passado e a possibilidade de mudança do futuro... sobre as pessoas que em algum momento não amamos, da família que não esteve presente, do carinho que não foi compartilhado, dos momentos que foram perdidos, do reconhecimento que não promovemos... o sentimento de falta dos momentos  de risos e choros... da falta daquilo que realmente foi o mais importante: o amor.

[ compartilharei com vocês esse capítulo numa outra semana ]

Aí, de repente, surge este texto [ que hoje compartilho ] que nos faz pensar nessa mesma perspectiva, de que temos o direito [ e o dever ] de rever nossos comportamentos e seguir rumo a um caminho mais feliz.

"Peça perdão a quem tiver que pedir, mas recomece. 
O perdão diminui a culpa, mas são as novas atitudes que realmente purificam a alma."

[ Gabriel C. Costa ]




Já estou voltando. Só tenho 37 anos e já estou fazendo o caminho de volta. Até o ano passado eu ainda estava indo. Indo morar no apartamento mais alto do prédio mais alto do bairro mais nobre. Indo comprar o carro do ano, a bolsa de marca, a roupa da moda.

Claro que para isso, durante o caminho de ida, eu fazia hora extra, fazia serão, fazia dos fins de semana eternas segundas-feiras. Até que um dia, meu filho quase chamou a babá de mãe!

Mas, com quase quarenta, eu estava chegando lá. Onde mesmo? No que ninguém conseguiu responder, eu imaginei que quando chegasse lá ia ter uma placa com a palavra "fim". Antes dela, avistei a placa de "retorno" e nela mesmo dei meia volta.

Comprei uma casa no campo (maneira chique de falar, mas ela é no meio do mato mesmo). É longe que só a gota serena. Longe do prédio mais alto, do bairro mais chique, do carro mais novo, da hora extra, da babá quase mãe.

Agora tenho menos dinheiro e mais filho. Menos marca e mais tempo. E não é que meus pais (que quando eu morava no bairro nobre me visitaram quatro vezes em quatro anos), agora vêm pra cá todo fim de semana? E meu filho anda de bicicleta, eu rego as plantas e meu marido descobriu que gosta de cozinhar (principalmente quando os ingredientes vêm da horta que ele mesmo plantou).

Por aqui, quando chove, a Internet não chega. Fico torcendo que chova, porque é quando meu filho, espontaneamente (por falta do que fazer mesmo) abre um livro e, pasmem, lê. E no que alguém diz "a internet voltou!" já é tarde demais porque o livro já está melhor que o Facebook, o Twitter e o Orkut juntos.

Aqui se chama "aldeia" e tal qual uma aldeia indígena, vira e mexe eu faço a dança da chuva, o chá com a planta, a rede de cama. No São João, assamos milho na fogueira. Aos domingos, converso com os vizinhos. Nas segundas, vou trabalhar, contando as horas para voltar.

Aí eu me lembro da placa "retorno" e acho que nela deveria ter um subtítulo que diz assim: "retorno – última chance de você salvar sua vida!" Você provavelmente ainda está indo. Não é culpa sua. É culpa do comercial que disse: "Compre um e leve dois". Nós, da banda de cá, esperamos sua visita. Porque sim, mais dia menos dia, você também vai querer fazer o caminho de volta.

[ Téta Barbosa ]

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

.juntos com Santa Maria.



Se você deseja, mesmo que de longe, fazer alguma coisa para ajudar os familiares e amigos das vítimas da tragédia ocorrida em Santa Maria, envie palavras de conforto e solidariedade, deixando seu recado no site 'juntoscomsantamaria'. 


Suas mensagens positivas chegarão até as famílias e voluntários.


segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

.se dinheiro não existisse.

.
.
.
Janeiro, início oficial do ano, é sempre tempo de repensar a vida, reorganizar nossas rotinas, refazer planos... Embora janeiro seja um marco para mudanças, a gente não precisa esperar por esse mês para estabelecer novas metas, redirecionar caminhos. As mudanças são processos internos, independentes do mês que estamos vivendo. Como diz tão sabiamente Drummond: para ganhar um Ano Novo que mereça este nome, você, meu caro, tem de merecê-lo, tem de fazê-lo novo.

E aí apareceu este vídeo para refletirmos: Como você faria seu ano novo? O que você gostaria de fazer se dinheiro não existisse?




Melhor ter uma vida pequena, mas feliz e cheia de coisas que você realmente gosta de fazer, 
do que uma vida vivida de uma forma miserável, fazendo coisas que você não desejou fazer, ao lado de quem você não gostaria de estar, desperdiçando um tempo precioso, que não volta jamais.





Enquanto dá tempo, mãos à obra! ;)

.
.
.

segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

.cinquenta tons de liberdade.

Rumo aos 'Cinquenta tons de liberdade'! :-)


Genteeee!
Terminei de ler o segundo livro da trilogia dos 50 Tons, o 'Cinquenta tons mais escuros'. Eu sei que demorei bastante para terminar essa leitura (estava ansiosa para escrever aqui no pub), mas o final do doutorado consumiu MUITO o meu tempo e eu não conseguia me dedicar a mais nada além da tese. 
Gostei muito do enredo do segundo livro... achei bem melhor que o primeiro! Leitura fácil, instigante, provocativa... boa mesmo!

Quem tiver interesse em ler o segundo livro, aqui está a sinopse:

O que para Anastasia Steele e Christian Grey começou como uma paixão avassaladora e carregada de erotismo evoluiu, em um curto espaço de tempo, para um sentimento mais profundo que transformou a vida do casal. Ana sempre soube que amar um homem com tantas nuances seria complicado, mas nem ela nem Christian tinham noção das dificuldades que enfrentariam para ficar juntos.

Mesmo assim, os dois estão se acertando: Ana torna-se mais segura a cada dia, e Christian lentamente permite-se relaxar e confiar nela. Tudo leva a crer que eles estejam caminhando para um desfecho digno de conto de fadas. Mas ainda há contas a acertar com o passado.


Quem ainda não leu nenhum dos livros, há a possibilidade de comprar um 'box' com todos os volumes. Esta é a sinopse da trilogia:

Os três volumes da série que marca a estreia literária da inglesa E L James estão reunidos em um box especial, com edição limitada e design exclusivo: Cinquenta tons de cinza, que narra o início da ardente história de amor entre a recatada estudante Anastasia Steele e o enigmático empresário Christian Grey; Cinquenta tons mais escuros, em que Ana e Christian lutam para superar as diferenças e os problemas do passado e enfim ficar juntos; e Cinquenta tons de liberdade, que traz o tão aguardado desfecho da trilogia que se transformou em fenômeno mundial sem precedentes.





Eu andei por Punta Cana entre dezembro e janeiro e pude perceber 'presencialmente' aquilo que a mídia vem apontando: essa trilogia é um fenômeno mundial!!!




Caminhando pela beira da praia via pessoas de várias nacionalidades lendo o livro... Esse Sr. Grey faz mesmo sucesso!!!



segunda-feira, 26 de novembro de 2012

.das coisas que a vida me ensinou.

.
.
.
.
.
.
.a única certeza que se tem 
acerca de um momento 
é que ele passa.
.
.
.

segunda-feira, 19 de novembro de 2012

.eu desejo.



Eu desejo que você consiga perceber a sua força, por causa e apesar de. Que saiba que é grandioso demais para achar que não é, mas que, às vezes, têm limitações que precisam ser trabalhadas. Eu desejo que você, antes de me contar seus defeitos, que fale para se escutar sobre as suas qualidades, as essenciais, porque o material não te faz mais bonito ou menos interessante, seu coração é a sua nobreza. 

Eu desejo que no mundo haja mais pessoas com a sua generosidade, mas que sua percepção disso seja convertida para o seu Bem também. Desejo que você não apenas ajude, mas aprenda a pedir ajuda: se humildando na sua capacidade de dar e se permitindo receber o que é justo. Desejo que, no auge do seu cansaço, você não fuja, que simplesmente consiga chorar por um profundo respeito a si mesmo. E que deixe que o Universo te afague, que a Vida te acaricie, que um Poder Superior te ouça e dê o colo que você precisa. 

Eu desejo que você possa dormir quando sentir sono. E que possa acordar com a boa notícia que espera. Porque você merece comemorar mais uma vitória. Você merece sorrir com seu coração.


[ Marla de Queiroz ]

segunda-feira, 12 de novembro de 2012

.o abraço.

.
.
.
.
.
.
"Somando os prós e os contras, as boas e más opções, onde, afinal, é o melhor lugar do mundo? Meu palpite: dentro de um abraço. Que lugar melhor para uma criança, para um idoso, para uma mulher apaixonada, para um adolescente com medo, para um doente, para alguém solitário? Dentro de um abraço é sempre quente, é sempre seguro. Dentro de um abraço não se ouve o tic-tac dos relógios e, se faltar luz, tanto melhor. Tudo o que você pensa e sofre, dentro de um abraço se dissolve." [ Martha Medeiros ]
.
.
.




segunda-feira, 5 de novembro de 2012

.o amor mais bonito.



[...] Um amor que nasceu, mas nunca viveu. Um amor que aconteceu, mas não foi ocupado. Daquelas comédias românticas que ninguém tem tempo de rir, pois já começa pelo final. Os amores mais bonitos são aqueles que nunca foram usados. [...]

Saiu daqui.
.
.
.

sexta-feira, 2 de novembro de 2012

.cuidemos deste agora.

.
.
.

.
.
.
Pessoas vão embora de todas as formas: vão embora da nossa vida, do nosso coração, do nosso abraço, da nossa amizade, da nossa admiração, do nosso país. E, muitas a quem dedicamos um profundo amor, morrem. E continuam imortais dentro da gente. A vida segue: doendo, rasgando, enchendo de saudade... Depois nos dá aceitação, ameniza a falta trazendo apenas a lembrança que não machuca mais: uma frase engraçada, uma filosofia de vida, um jeito tão característico, aquela peculiaridade da pessoa.

Mas pessoas vão embora. As coisas acabam. Relações se esvaem, paixonites escorrem pelo ralo, adeuses começam a fazer sentido. E se a gente sente com estas idas e também vindas, é porque estamos vivos.

Cuidemos deste agora. Muitos já se foram para nos ensinar que a vida é só um bocado de momento que pode durar cem anos ou cinco minutos. E não importa quanto tempo você teve para amar alguém, mas o amor que você investiu durante aquele tempo. 


Marla de Queiroz

[ saiu daqui ]

quinta-feira, 1 de novembro de 2012

.soneto do amor total.



Amo-te tanto, meu amor... não cante
O humano coração com mais verdade
Amo-te como amigo e como amante
Numa sempre diversa realidade.

Amo-te a fim de um calmo amor prestante
E te amo além, presente na saudade
Amo-te, enfim, com grande liberdade
Dentro da eternidade e a cada instante.

Amo-te como um bicho, simplesmente
De um amor sem mistério e sem virtude
Com um desejo maciço e permanente.

E de te amar assim, muito e amiúde
É que um dia em teu corpo de repente
Hei de morrer de amar mais do que pude.

_____________________________________________


quinta-feira, 4 de outubro de 2012

.coração ateu.



O meu coração ateu quase acreditou
Na tua mão que não passou de um leve adeus
Breve pássaro pousado em minha mão
Bateu asas e voou

Meu coração por certo tempo passeou
Na madrugada procurando um jardim
Flor amarela, flor de uma longa espera
Logo meu coração ateu

Se falo em mim e não em ti
É que nesse momento já me despedi
Meu coração ateu não chora e não lembra
Parte e vai-se embora

Se falo em mim e não em ti
É que nesse momento já me despedi
Meu coração ateu não chora e não lembra
Parte e vai-se embora

quarta-feira, 26 de setembro de 2012

.a eternidade.





"Uma vez, Alice perguntou ao Coelho Branco: 
quanto tempo é pra sempre? 
E ele respondeu: 
às vezes, apenas um segundo."

segunda-feira, 25 de junho de 2012

. ... .


.
.
.
'.muitos desistem da felicidade ao se contentar com a esperança.'
.
.
.

segunda-feira, 14 de maio de 2012

.o mundo não é maternal.

[ Não é necessário acrescentar nada. A Martha diz tudo. ]

É bom ter mãe quando se é criança, e também é bom quando se é adulto. Quando se é adolescente pensa que viveria melhor sem ela, mas é erro de cálculo. Mãe é bom em qualquer idade.
Sem ela, ficamos órfãos de tudo, já que o mundo lá fora não é nem um pouco maternal conosco.

O mundo não se importa se estamos desagasalhados e passando fome. Não liga se virarmos a noite na rua, não dá a mínima se estamos acompanhados por maus elementos. O mundo quer defender o seu, não o nosso. O mundo quer que a gente fique horas no telefone, torrando dinheiro. Quer que a gente case logo e compre um apartamento que vai nos deixar endividado por 20 anos. O mundo quer que a gente ande na moda, que a gente troque de carro, que a gente tenha boa aparência, e estoure o cartão de crédito.

Mãe também quer que a gente tenha boa aparência, mas está mais preocupada com o nosso banho, com os nossos dentes e nossos ouvidos, com a nossa limpeza interna: não quer que a gente se drogue, que a gente fume, que a gente beba.

O mundo nos olha superficialmente. Não consegue enxergar através.
Não detecta nossa tristeza, nosso queixo que treme, nosso abatimento.
O mundo quer que sejamos lindos, sarados e vitoriosos, para enfeitar ele próprio, como se fôssemos objetos de decoração do planeta.

O mundo não tira nossa febre, não penteia nosso cabelo, não oferece um pedaço de bolo feito em casa. O mundo quer nosso voto mas não quer atender nossas necessidades. O mundo, quando não concorda com a gente, nos pune, nos rotula, nos exclui. O mundo não tem doçura, não tem paciência, não pára para nos ouvir. O mundo pergunta quantos eletrodomésticos temos em casa e qual é o nosso grau de instrução, mas não sabe nada dos nossos medos de infância, das nossas notas no colégio, de como foi duro arranjar o primeiro emprego. Para o mundo, quem menos corre, voa. Quem não se comunica se trumbica. Quem com ferro fere, com ferro será ferido.
O mundo não quer saber de indivíduos, e sim de slogans e estatísticas…

Mãe é de outro mundo. É emocionalmente incorreta: exclusivista, parcial, metida, brigona, insistente, dramática, chega a ser até corruptível se oferecermos em troca alguma atenção. Mãe sofre no lugar da gente, se preocupa com detalhes e tenta adivinhar todas as nossas vontades.

Enquanto que o mundo propriamente dito exige eficiência máxima, seleciona os mais bem dotados e cobra caro pelo seu tempo. Mãe é de graça!

Martha Medeiros