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segunda-feira, 27 de abril de 2015

.o melhor de mim.



"Não é nas estrelas que devemos confiar nosso destino,
mas em nós mesmos."



"Tudo que acontece,
acontece por uma razão."


sexta-feira, 8 de agosto de 2014

.amores e distância.

Recebi este texto da Cris, da mesa 8, e resolvi compartilhar aqui na minha mesa. É um texto lindo da Ruth Manus e saiu daqui.


Amores e distância

Era uma vez uma pessoa. E era uma vez outra pessoa. E era uma vez um amor. E como se já não bastassem todas as complicações inerentes ao amor, este vinha com um bônus: quilômetros.

Quilômetros de distância que estavam lá por alguma razão. Trabalho, estudo, família, raízes, origens, destino, sorte ou azar. Quilômetros estes pelos quais circulavam diariamente as tradicionais e inevitáveis saudades, as inegáveis angústias, a latente ansiedade e a eterna sensação de ser um pouco injustiçado pela vida.

Era uma vez essa história clássica, espalhada pelo mundo como vírus, mas que é sempre nova e fresca e que vive em milhares ou milhões de peitos com essa avassaladora capacidade de causar transtornos e alegrias na mesma medida.

Seriam “amor” e “distância” palavras incompatíveis por natureza? Ou seriam daquelas palavras que se atraem como imãs na sede de criar histórias dignas de roteiros de cinema, atravessando oceanos, desafiando o tempo e todas as probabilidades?

Seria uma espécie de teste? Uma prova para atestar o quão dispostos estamos a nos dar? Seria provação? Uma avaliação para tentar demonstrar nosso grau de interesse pelo amor?

Sei que, por vezes, parece piada de mau gosto do destino. Quando, por exemplo, nos flagramos invejando um casal que está tendo o luxo de passear de mãos dadas. Quando esticamos o braço na cama durante a noite e tudo o que encontramos é espaço vazio. Quando descobrimos que o olfato também sente saudades, como se todo o resto já não fosse suficiente.

E os palcos para as mais belas cenas de amor deixam de ser o entardecer na praia ou a tarde chuvosa no campo para serem um saguão de aeroporto às 7 da manhã de uma terça-feira, uma rodoviária lotada no fim do dia ou uma estação de trem cheia de rostos desconhecidos e completamente alheios à sua história.

E você então descobre pequenas dores em atos que sequer fazia ideia de que existiam: acariciar rostos em fotos; passar perfume para falar no Skype; adormecer com o celular na mão, tentando vencer o sono e a distância e acabar sucumbindo a ambos; fazer da vida uma contagem regressiva, sem se lembrar que cada dia vencido é um dia a menos de vida.

Descobre novos surtos e neuroses, nos quais a frase “vou tomar uma cerveja” é lida como “vou tomar 14 cervejas, 8 whiskys e 5 doses de tequila com 18 mulheres de 1,80m, cabelos sedosos e seios fartos”. Ou a frase “vou sair para jantar” é lida como “vou sair para jantar de cinta-liga, salto 15 e seguir diretamente para uma bunga bunga do Berlusconi”. Acontece. Não é fácil não pirar.

E acaba descobrindo também algumas novas alegrias: as promoções de passagens, o súbito momento em que o sinal do 3G é bom o bastante para aguentar 7 minutos de Viber, o prazer de acordar com uma notificação querida de whatsapp. É uma verdadeira arte de buscar ânimo em pequenas coisas.

Mas a verdade é que não é fácil. É bem mais difícil do que matar um leão por dia. Porque a saudade a gente não tem como matar. A falta a gente não tem como suprir. A ausência a gente não consegue aceitar sem uma certa relutância.

Mas é realmente incrível nossa capacidade de adaptação. O esforço do cérebro para tornar as lembranças um pouco sensoriais: a memória do toque, do cheiro, do gosto. O dia a dia que vai se ajeitando. O coração que se acalma um pouco, mas que continua batendo forte a cada pequena lembrança.

Tem dias em que a gente se questiona. Faz mesmo sentido? Até quando? Até onde vamos? Tem dias de “e se…”. E se não der certo? E se for perda de tempo? E se a gente não der conta?

Mas, no fim, a verdade é que, se é amor mesmo, a gente sabe que vale a pena. Cada passo, cada suspiro, cada quilômetro encarado. E a gente sabe que não tem saída: viver o romance impossível é mil vezes melhor que não viver o romance. E que, no fundo, essa ânsia dolorida faz com que a gente se sinta extremamente vivo a cada dia.

E amar no conforto, no sólido, no concreto é sempre lindo. Mas amar no desafio, no sacrifício diário, na corda bamba é gigante. É para os fortes. Os corajosos. Os dispostos. Os que declaram, seguros, para a vida:


“Vim para amar.
E vou amar.
Não importa como, eu vou.
E não me ofereça um amor mais fácil.
É esse que eu quero.
Esse é o meu.
Não tem outro.”.

segunda-feira, 25 de novembro de 2013

.felicidade.

Umas farão de uma forma; outras, de forma inteiramente diferente. Não há uma regra que sirva para todas. Não há uma forma única de amar ou de ser feliz. Cada um de nós precisa de um tipo de resposta emocional e de parceria. Ela será encontrada em pessoas e situações diferentes. É simples.

É claro que existem comportamentos gerais, mas quem se interessa por eles? Não vivemos no interior de uma estatística. Cada um de nós habita a própria vida, convive com os próprios desejos, um dia de cada vez. A gente faz o que pode, nas circunstâncias que nos são oferecidas, com mais ou menos coragem e discernimento. Deixem aos sociólogos, em 100 anos, o trabalho de quantificar nosso comportamento. Até lá estaremos mortos, mas talvez tenhamos sido felizes.

|| Ivan Martins, na Época, repetindo que felicidade é um conceito variável. Cada um habita a própria vida, convive com os próprios desejos. ||

sábado, 28 de setembro de 2013

.amor confuso.




viviam um amor confuso
um amor, digamos assim, com fusos horários desajustados...

desajustados, 
os dois,
ele, distante
ela, senhora...

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

.quando palavras valem mais que mil gestos.



Tenho uma amiga que se orgulhava de, em 23 anos de casamento, nunca ter dito “eu te amo” para o marido. Batia no peito como uma vencedora, como o lado vitorioso de um eterno jogo de sedução, em que apenas uma parte cede, e outra capitula. Sua estratégia, garante, deixou-o sempre apaixonado, “no cabresto”. Quando ela o conheceu, disse-me, ele não era o homem sensível que se tornou ao longo de duas décadas, mas um rapaz agitado, que não parava com ninguém. “Eu nunca telefonei para ele para nada”, festejava. “E ele sempre me ligou”.

No fim do ano passado, uma tragédia abateu-se sobre esse casal. O marido teve um ataque cardíaco fulminante e não resistiu. Minha amiga não teve tempo de se despedir, nem mesmo de tentar salvá-lo — foi um enfarto de uma rara violência. O golpe lhe foi fatal; ela o adorava, mas não a ponto de lhe contar que o amava.


Esse trecho saiu de uma reportagem da Revista Época (acesse aqui a reportagem na íntegra), intitulada Se você ama, por que não diz?. 

Essa reportagem me sensibilizou imensamente. Infelizmente as pessoas deixam passar oportunidades, momentos, instantes sem demonstrar aquilo que sentem e quando percebem que deveriam ter feito... não há outra chance.

Muitas vezes é o instante que morre, o momento que finda, a oportunidade que passa... E aí... aí já foi! Não há mais o que fazer... Foi tanta economia de palavras que o outro já não está mais lá para ouvir... o outro já nem quer mais ouvir.

Por que somos tão abundantes com críticas e tão econômicos com elogios?

Não sei explicar. Eu procuro não economizar palavras, sentimentos... Então não entendo as pessoas que não conseguem dizer que amam as pessoas que amam. Não consigo entender essa economia de palavras. Concordo que gestos sinceros valem mais que mil palavras 'mascaradas'. Mas não é disso que estou falando aqui. Falo de sentimentos verdadeiros que não são expressos verbalmente. Falo de momentos que passam e não voltam jamais.

Num mundo sem toques, olhares e os sons das vozes, de carinhos vazios de Twitter e Facebook, protegidos pela tecla de um computador, o grande desafio do ser humano é ir além do “cutuco” das redes sociais, pegar um carro, enfrentar o trânsito, subir o evelador, tocar a campainha e dizer, sem medo, o que sente.

Como dizia o Vinícius: e cada verso meu será pra te dizer que eu sei que vou te amar por toda a minha vida...

Sábio Vinícius!

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

.aceite ou não...

Para reforçar que.... "as pessoas não precisam ser iguais às outras" ...
É um exercício constante!


A-t-e-n-ç-ã-o-! 

As pessoas não precisam
Ser iguais às outras

Aceite ou não
Mas você é única
No mundo assim

Uns são mais
Coordenados, determinados
Obcecados

E outros atrás
Vão levando a vida
E quem ousa dizer
Que é pior?

Há quem construa aviões
Escreva as revistas

E outros dedilham violões

Eu digo
Hei!
Você que sabe tudo
Me diga como perguntar


Se eu não sei
Você que pensa em tudo
Me mostre o quanto pode amar

A-t-e-n-ç-ã-o
As pessoas não precisam
Ser iguais às outras
Aceite ou não...

Bossa - Monica Tomasi e Cidadão Quem

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

.alimente o amor.

Já que ontem falamos sobre raiva, gostaria de mudar um pouco o assunto (tchá): 


Ainda que eu fale as línguas dos homens e dos anjos, se não tiver amor, eu nada seria.
Ainda que eu tenha o dom de profetizar e conheça todos os mistérios e toda a ciência; ainda que eu tenha uma fé capaz de mover montanhas, se não tiver amor, nada serei.
E ainda que eu distribua todos os meus bens entre os pobres e ainda que entregue o meu próprio corpo para ser queimado, se não tiver amor, nada disso me valerá.
O amor é paciente, é bondoso; o amor não arde em ciúmes, não se vangloria, não se orgulha; não se porta com indecência, não procura os seus interesses, não se ira facilmente, não guarda rancor; não gosta de injustiça, mas se alegra com a verdade; o amor tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta.
O amor jamais acaba, nunca falha!

O texto acima está baseado na passagem bíblica de 1 Coríntios 13.
Claro que é uma passagem difícil de ler se você teve uma experiência ruim com o “amor”. Alguma situação que te fez sofrer... Um relacionamento onde alguém falou que te amava, mas que acabou te abandonando. Talvez alguém que você amou e que mentiu para você... Ou ainda alguém próximo que partiu, de uma hora para outra.. tudo isso nos deixa sem conseguir entender os “porquês” Se isso tudo era amor, como ele nunca acaba? Como ele nunca falha?

Simples. Ele acaba.. ele falha, porque nós somos falhos. O texto se refere ao “modelo” de amor de Deus, mas nós somos cheios de defeitos e de pontos que precisamos melhorar e para melhorar nos precisamos experimentar.. ocasionalmente errar, mas aprender com os erros.

Portanto minha dica é: ame, ame muito, não tenha medo de amar.. pode ser que dê um probleminha ou outro, mas não deixe o amor acabar dentro de você. Se acabar seu amor por uma pessoa, reforce a dose do seu amor por você mesmo, alimente o amor próprio e siga em frente. Amar é bom!

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

.coisas de POA!

Oiê, tudo?

Tá e aí? Quem é que está acompanhando a nova novela "das 6" bota o dedo aqui que já vai fechar................

Nossa! Quero passar férias nessa tal de Porto Alegre... Ali ali com Buenos Aires... Muito bom... Brincadeiras à parte [pois eu posso é a minha cidade]... Estou adorando ver a minha cidade na telinha ;-) .

Ai ai... Adoro minha Porto Alegre querida... Hoje passeando pela calçada da moda [alguém sabia que a temos em POA? clique aqui para ver onde fica] conversava com uns amigos: "que lugar lindo e agradável!". Paramos para um cafezinho [não lembro o nome do lugar... é o único que tem ali... o atendimento é EXCELENTE!]  e um bate-papo!

Foi quando veio [à mesa de café ;-) ] o assunto: "a Lenda urbana de POA: a prisioneira do Castelo do Alto da Bronze". Daí resolvi fazer um post para quem ainda não conhece essa história tão bacana [e que se fosse em Paris seria uma megaaa atração :-/]:

Lá vai uma pesquisinha básica do site clic rbs:

Lenda urbana: a prisioneira do Castelo do Alto da Bronze mais de meio século depois: 
Nilza é a própria musa para quem a bizarra edificação medieval foi construída, no fim dos anos 1940, em pleno Centro de Porto Alegre. Conheceu Carlos Eurico Gomes, afamado político da época, ainda no início daquela década, quando tinha 18 anos. Já era mãe de um garoto e, como costumava-se dizer, com certo espanto quando se tratava de mulher tão jovem, “desquitada”.
A paixão, da parte dele, fora tão fulminante que o homem não apenas construiu um castelo para ela (precisamente na esquina das ruas Vasco Alves e Fernando Machado) como fez de Nilza a sua Rapunzel, mantendo-a durante quatro anos sob uma vigilância tão rígida que a impedia de se aproximar das janelas do prédio.

– Que coisa boa poder olhar para fora – ela diz, debruçada sobre o parapeito de uma das aberturas do castelinho. – Como eu tinha vontade de fazer isso naquele tempo e não podia. Qualquer movimento meu era motivo para despertar ciúmes nele. Chegava a vir com o revólver para cima de mim. Isso que, como só fui descobrir mais tarde, ele era casado. Não dei sorte com os homens.

Nilza deixou a casa onde mora com a filha adotiva, o neto e inúmeros gatos e cachorros para visitar o Alto da Bronze na segunda-feira à noite, a convite dos sete artistas plásticos que usam o castelo como ateliê. Foi a terceira vez que ela voltou ao local desde que se libertou, mais de meio século atrás – mas apenas a primeira em que foi bem-recebida.

– Ainda nos anos 1950, soube que ali funcionava uma boate. Tive de ir lá conferir o que tinham feito do lugar em que morei – contou, com bom humor. – Fiquei quieta, mantendo-me anônima enquanto ouvia os frequentadores contarem histórias, todas falsas, sobre “o que teria acontecido com aquela mulher que morava no castelinho”. Diziam que eu tinha fugido do rico proprietário para me casar com um homem pobre e vivia na sarjeta, vê se pode. Pior é que de lá pra cá ouvi lendas ainda mais absurdas.

Uma outra tentativa de visita se deu no ano passado. Mas ainda havia um litígio judicial sobre a propriedade do edifício, e o atual dono achou por bem não permitir a sua entrada. Esta semana Nilza se mostrou orgulhosa por servir de inspiração sobretudo para as mulheres que trabalham no anacrônico edifício.

– Não me sinto um exemplo de mulher à frente do meu tempo – ela respondeu, ao ser interrogada pelas artistas Elen de Oliveira e Lena Kurtz. – Analisando hoje talvez eu até tenha sido, mas à época não tinha nenhuma noção disso. É que atualmente as mulheres têm se valorizado cada vez menos. Quando eu era jovem podíamos ter menos valor aos olhos da sociedade, mas em compensação nós mesmas nos dávamos mais valor.

Como não podia ser diferente, a dama do castelo se emocionou ao lembrar dos tempos em que ali viveu:

– Hoje o castelinho me parece mais claro, com um ambiente mais leve. No meu tempo, os móveis eram tão escuros, era tudo tão pesado...

Mas, enquanto subia e descia as escadas com uma energia surpreendente e retribuía com atenção o carinho e a curiosidade dos artistas e de seus convidados – que fizeram festa para recebê-la e a cercaram para ouvi-la –, Nilza procurou se manter sorridente.

– O que passou, passou. Não posso ter mágoa do que já ficou para trás. E, afinal de contas, a vida é tão en graçada, né? Tudo o que acontece com a gente, olhando com uma boa distância, parece tão cômico...

Lenda urbana:


A história de Nilza Linck está no livro A Prisioneira do Cas telinho do Alto da Bronze (Artes & Ofícios, 1993), que o jornalista Juremir Machado da Silva escreveu a partir de depoimentos da própria prisioneira: Carlos Eurico Gomes, 40 anos, abandonou a primeira mulher (Ruth Caldas) e suas três filhas para viver no castelo que construiria, em pleno Centro de Porto Alegre, com Nilza, 18 anos, e seu filho pequeno. Apaixonado por edificações medievais erguidas em pedra, o homem concebeu o prédio do Alto da Bronze depois de pesquisar os castelos de séculos passados. O amor, no entanto, durou pouco: depois de quatro anos de convivência (de 1948 a 1952), cansada dos ciúmes de Carlos Eurico, Nilza resolveu deixá-lo. Inicialmente o castelinho ficou para ele e sua nova esposa, Nélida. Mas em seguida acabou vendido – e transformado em, entre outras coisas, uma boate. Nilza ainda teria outros dois relacionamentos. Além do primeiro filho, adotou uma menina, Fátima, com quem mora hoje.

.era assim que se amava antigamente ;-p .

sábado, 13 de agosto de 2011

.fácil, assim.




.
.
.
.muitos amores não são correspondidos
porque não encontramos algo
para devolver à altura
.
(carpinejar)
.
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sexta-feira, 5 de agosto de 2011

sexta-feira, 1 de julho de 2011

.saudade.


.meu amor, juro por Deus que
a luz dos olhos meus já não pode esperar...
quero a luz dos olhos teus

na luz dos olhos meus sem mais lararará... .


terça-feira, 21 de junho de 2011

Silêncios do Amor

Então o que é o amor senão tudo aquilo escrito entre dois pares de olhos a se olhar; e que, em silêncio, dizem o que a boca não consegue verbalizar?