Mesas

Mesa 1
Carla
Mesa 3
Marcus
Mesa 6
Rita
Mesa 7
Mari
Mesa 8
Cris
Palco 10
Victor Hugo
Mostrando postagens com marcador poema. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador poema. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

.você é daqueles poemas que ficam engavetados.




Você é daqueles poemas que ficam engavetados
tem um título em inglês, fala de uma praça em Paris,
tem versos trabalhados, sua pena é uma faca

Você é daqueles poemas que ficam engavetados
tem rimas milimétricas, um e dois e á e bê,
suas sílabas têm pós-doutorado em Matemática

Você é daqueles poemas que ficam engavetados
tem um corpo bonito,
um desejo inconsciente de ser verso-livre,
mas será sempre impublicável.

[ eu me chamo Antônio ]

quinta-feira, 10 de outubro de 2013

.eu faria.


.
.
.
eu faria tudo de novo 
diferente, eu faria 
tudo 
novo
.
.
.

quarta-feira, 22 de agosto de 2012

.sem rodeios.


O texto a seguir é uma contribuição dos Vezenquandistas: Julio Neto & Milena Lenz

(...)

"Um risco quer dizer Francisco, 
Não sou bom entendedor
Não sou de meias palavras,
Então não me venha com charadas
Seja franco, sincero... direto...” (Feio)

Pois é, mas as pessoas não estão preparadas para receber palavras inteiras vindo da franqueza. Vide nosso amigo Lucilio, sempre foi marginalizado pelo simples fato de falar o que pensa, sem meias palavras, eu e meu cumpadi Feio brigamos muito até conseguirmos acreditar que o que um dizia pro outro não era pessoal. Eu tenho pouquíssimas pessoas nas quais posso ser sincero e franco, e essas são as pessoas  importantes na minha vida. 

(...)

Imaginemos um marido, chega em casa e diz, “Meu amor você está gorda...”, pronto, hecatombe nuclear. E ainda temos a palavra inteira para elogiar, e essa também as pessoas não estão preparadas, quando alguém elogia, pelo trabalho ou pela aparência, o normal é pensarmos, “O que ela ta querendo?”, mas acho que é cultural do Brasil, li na revista Vida Simples do mês passado, que o brasileiro preza pela gentileza, para não gerar conflitos, e assim deixa de falar coisas mais contundentes, em contra partida usamos o elogio para conseguir coisas, então temos dificuldade de crer que alguém pode ter gostado da gente ou de algo que fizemos, nessa mesma matéria um brasileiro foi fazer um mestrado nos EUA e se espantou porque os alunos agradeciam as críticas dos professores. É difícil. Abaixo segue o texto da Milenz luz da minha vida. 

(...)

Ôh vida corrida, exaustiva e voraz. Que ora me arrasta, ora me empurra. Que me permite beber apenas um pouquinho da fonte do prazer, em doses homeopáticas. Que me faz escolher entre coisas e pessoas mesmo quando não estou pronto pra isso. E ainda por cima, é única, sem reestréia, sem segunda chance. Então qual caminho escolher, o fácil e superficial ou o trabalhoso e consistente? Relações sinceras com diálogos francos e muitas vezes difíceis ou as de ‘boa vizinhança” com conversas amenas e discursos políticos? A sinceridade pode doer se não estamos prontos para recebê-la, mas reavaliar as relações e valorizar pessoas sinceras e diretas pode ser bem mais prazeroso!!!

“Migalhas dormidas do teu pão
Raspas e restos
Me interessam
Pequenas porções de ilusão
Mentiras sinceras me interessam
Me interessam, me interessam” (Cazuza)

(...)

Pois é, cada um tem um nível de franqueza que pode agüentar, eu estou treinando o silêncio com as pessoas normais para 2012.

“Se ninguém olha
Quando você passa
Você logo acha:
A vida voltou ao normal...
Aquela vida sem sentido
Volta sem perigo
A mesma vida tudo
Tudo sempre igual...
Se alguém olha quando
Você passa, você logo diz:
"Palhaço!"
Você acha que não tá legal
Perde logo a noção do perigo
Todos os sentidos
Você passa mal...” (Lobão)

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

.peixe fora d’água, borboleta no aquário.


Uruguaiana
Feliz tu nasceste
À beira de um rio
Sorrindo ao luar

Uruguaiana
Cidade alegria
Ouve a melodia
Deste meu cantar

É um canto modesto
Que é o manifesto
Do meu coração
Ele quer adorar-te
Pois tu fazes parte
Do nosso torrão

No jardim do meu País
És também uma flor
O teu povo é feliz
Vivendo neste esplendor

Cidade fronteira
És toda coberta
De um céu cor de anil
Tens a honra mais bela
De ser sentinela
Do nosso Brasil

(...)

Nascido em Porto Alegre, criado em Uruguaiana... 

(...)

Semana passada estive em Tramandaí para acompanhar meu sogro em um evento de hotelaria, durante a festa do Peixe... no hotel, no café da manhã, acabei encontrando o humorista Jair Kobe (Guri de Uruguaiana) que havia feito show na noite anterior. Bah! Ótima oportunidade para esclarecer algumas coisas:

Na saída do café fui até sua mesa e sem dar bom dia...
- Mas Chê, guri de Uruguaiana que é de Uruguaiana não canta o canto Alegretense! 
Ele, sentado, me olhou de baixo pra cima, com um sorriso no rosto afirmou.
- Tu és de Uruguaiana! É sempre assim... esses uruguaianenses... Eu sou porto-alegrense, cidadão honorário de Uruguaiana e Alegrete.

Logo me corrigi, dizendo que na verdade eu também era porto-alegrense, que aos cinco anos fui morar na fronteira e que acabara de retornar á capital... 
– viu só, quis bancar o engraçadinho comigo e nem é de Uruguaiana – finalizou o humorista.

(...)

Comemorei o meu segundo aniversário em Itapirubá/SC, o terceiro e o quarto em Ijuí/RS... do quinto ao trigésimo sexto, Uruguaiana... indelével Velho Oeste. Ou seja, apenas nasci na capital, o primeiro mate foi na fronteira.
 Se o meu amigo Lucílio Brutus soubesse a inveja que sinto dele ao se apresentar e dizer com muita propriedade:

- Muito prazer, Lucílio Brutus, de Uruguaiana!

O que me conforta é não precisar ter a mesma “inveja” do meu “cumpadi” Julio Neto... reza a lenda que ele nasceu a caminho do Alegrete, não sendo nem uruguaianense nem alegretense, quem sabe um verdadeiro e único, exclusivo urugretense.

(...)

...sempre que posso, em encontros casuais com pessoas acabadas de serem apresentadas a mim e quando indagado por elas de onde sou, respondo que sou de uma cidade que fica um pouco pra lá de Alegrete. Acabo despertando a curiosidade delas que, num primeiro momento continuam conversando outras coisas até que não se aquentam e perguntam novamente de onde sou... respondo um tanto relapso que sou de uma cidade que fica próximo a Itaqui... geralmente, nesse momento há uma pausa para visualização mental do mapa do Rio Grande do Sul seguido de  afirmativa e de uma outra pergunta – ah! Mas tu és de Uruguaiana!!! Por que não disse logo!?
Com um semblante vitorioso e contente respondo: - Não queria me exibir.

(...)


Porto Alegre 1975
Itapirubá
Uruguaiana
Porto Alegre 2012