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quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

.caramba, meu compadre.


(...)

Caramba, meu compadre Julio Neto.
Que vontade de chorar...
Foram as vidas que se foram
Depois desse pesadelo não consigo acordar
 
 
Meu compadre Julio Neto
A desordem natural das coisas
Inverte a batida no meu peito
Me impedindo de respirar
 
 
Pois lhe digo, meu compadre
Essa sensação estranha
Aqui dentro de mim
Dificilmente irá passar
 
 
Chê, compadre Julio Neto...
Nessas horas penso nos meus filhos
Nas reservas do destino
Coisas que não deveria pensar
 
 
Caramba, meu compadre...
A minha vida ficou mais triste
Parece que nada mais existe
...não consigo enxergar.
(...)

.juntos com Santa Maria.



Se você deseja, mesmo que de longe, fazer alguma coisa para ajudar os familiares e amigos das vítimas da tragédia ocorrida em Santa Maria, envie palavras de conforto e solidariedade, deixando seu recado no site 'juntoscomsantamaria'. 


Suas mensagens positivas chegarão até as famílias e voluntários.


segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

.é preciso amar as pessoas como se não houvesse amanhã.




A comoção é total no nosso estado, no país e fora dele também, devido à tragédia ocorrida em Santa Maria. Estamos em luto! Não tenho parentes envolvidos, mas me solidarizo a todas as famílias que perderam seus entes queridos.

Li esse texto da Martha Medeiros e resolvi compartilhar, porque acho que resume bem o nosso sentimento. Um abraço apertado a todos!


...é preciso amar as pessoas como se não houvesse amanhã, 
pois se você parar para pensar, na verdade não há...


 



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Por um a infelicidade tremenda, fui ler os comentários de um site sobre o acontecido em Santa Maria e dei com uma criatura funesta que falou coisas impublicáveis. Um só. Um único demente entre tantos solidários, e pensei: precisa mais que um para lamentarmos a falta de compaixão? Porque essa foi a palavra que me invadiu desde as primeiras horas de um domingo ensolarado lá fora e nublado aqui dentro: compaixão. 

Qualquer pessoa que tenha um filho ou uma filha não tem como não se colocar no lugar dos pais, dos avós, dos tios daquela garotada que saiu no sábado à noite para se divertir e que foi vítima do destino — poderíamos também chamar de descaso, insensatez, irresponsabilidade —, mas é cedo para diagnósticos precisos. Destino é uma palavra mais abrangente. 

Tenho duas filhas que comumente saem à noite, dançam, se divertem em lugares fechados, e eu não faço vistorias prévias, não peço laudos, não investigo, simplesmente confio que elas estarão em segurança. Quem pode garantir? Alguém deveria, mas o destino não se responsabiliza. Nunca se responsabilizou.

Sei de dois irmãos e de um casal de namorados que tinham relações com amigos meus e que estão entre as vítimas. De íntimo, eu não conhecia ninguém. Isso me afasta da tragédia? Nada nos afasta dessa tragédia, a não ser que não tenhamos compaixão. Essa palavra não me sai da cabeça. Um mundo individualista como o nosso precisa abraçar esse conceito, esse sentimento: compaixão. Se colocar no lugar do outro. Dói, mas é necessário.

Quem não tem filhos sofre. Quem tem se arrebenta. Não é algo que se explique. Nenhum racionalismo conforta. É um soco que nos tira o ar e nos faz lembrar o que tanto buscamos esquecer: que somos todos vulneráveis diante da fragilidade da vida.