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segunda-feira, 9 de setembro de 2013

.próprio tempo.



A dica da semana é pensar sobre o próprio tempo, ouvindo a música “Oração ao Tempo” do Caetano Veloso.

Certamente cada qual com sua história pensará em coisas diferentes, mas, todos com a mesma intenção: refletir sobre o que /fizemos/fazemos/faremos com o nosso próprio tempo.



Quantos pedidos fazemos ao tempo? 
Quantos caminhos percorridos com o tempo? 
Por ser contínuo, por vezes infinito, o tempo é subjetivo 
ao passo de ser implacável em qualquer situação.



[...]
Vou te fazer um pedido
Compositor de destinos
Entro num acordo contigo
Por seres tão inventivo
E pareceres contínuo
Ouve bem o que te digo
Peço-te o prazer legítimo
E o movimento preciso
Quando o tempo for propício
De modo que o meu espírito
Ganhe um brilho definido
E eu espalhe benefícios
[...]






quarta-feira, 26 de setembro de 2012

.a eternidade.





"Uma vez, Alice perguntou ao Coelho Branco: 
quanto tempo é pra sempre? 
E ele respondeu: 
às vezes, apenas um segundo."

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

.11.11.11 • 11:11.


Hoje é uma data interessante, dia 11/11/11 e esse post foi publicado às 11h11min.

A coincidência desses números gera várias teorias pelo mundo.
Os numerólogos apostam na força dos números e sugerem uma atividade de reflexão pessoal. Alguns creditam ao número 11 poderes paranormais que criarão um canal de comunicação com o subconsciente. Os esotéricos acreditam na abertura de um portal energético que promove a comunicação com seres superiores e estabelece uma corrente para a evolução da Terra. Para os adeptos das ciências ocultas, pode indicar a ocorrência de eventos incomuns que eles não podem divulgar. Alguns marcaram casamento. Outros agendaram o parto dos seus filhos.  Os mais radicais chegam até a falar em fim do mundo.
O Romário diz que o 11 é dele, outros dizem que é de Lúcifer, pois o número 10 é relacionado à Deus e o bixo tenta ser mais que Ele, então 10+1=11

Muita gente divagando sobre o tema, de acordo com suas crenças pessoais. Motivo de risada pra maioria, entretanto não podemos negar alguns fatos recentes, ligados ao número 11:

• Ataque às Torres Gêmeas em 11 de setembro.
11 de setembro é o 254 dia do ano que somados ( 2+5+4 ) = 11
11 de setembro é o dia que dá início a 111 dias para o fim do ano.

• Terremoto no Haiti = 11 de janeiro.
• Terremoto/Tsunami no Japão = 11 de março.
• Terremoto na Espanha = 11 de maio


Aproveitando o clima, hoje está sendo lançado nos cinemas um filme com o mesmo tema: 11.11.11

O filme baseia-se na crença de que o número 11 é um sinal de anjos da guarda que tentam se comunicar com os seres humanos ao longo da história.

11 portais celestes que, às 11 horas e 11 minutos do 11º dia, do 11º mês, o 11º portal irão se abrir e alguma coisa, vinda do outro mundo, virá à Terra por 49 minutos.








Trailer:


Enfim, estamos no dia 11/11/11.

Um sinal, uma coincidência sinistra ou apenas uma data comum.
Pra você, o que ela representa?

terça-feira, 13 de setembro de 2011

Three tunes for your enjoyment: Or, a longing to return

So, on my way back to the States from Brazil, I was browsing the duty free shop and I came across the soundtrack to the documentary film Vinicius (http://www.imdb.com/title/tt0493175/) (yes, yes, the very one: de Moraes ;). Thinking of Carla’s passion for his poems and songs, and being a casual fan myself, I bought the CD to see what all the fuss is about—to learn more.

Well, the CD doesn’t disappoint. The renditions of the songs, even the well-known ones, are unique and moving.  

Listening to the music, I felt lust like when Mart’nália (http://www.martnalia.com.br/) sings “Sei lá…a vida tem sempre razão”:

Tem dias que eu fico
Pensando na vida
E sinceramente
Não vejo saída
...
Depois da chegada
Vem sempre a partida
Porque não há nada
Sem separação

The inevitable arrival, departure, and separation came up again in the heart-breaking and intriguing “Pau-de-arara (Comedor de gilete)” sung in this case by Sérgio Cassiano (http://www2.uol.com.br/sergiocassiano/ ). Despite the hunger in his Ceará, and even worse hunger in Copacabana, the singer longs to return where at least he has a name:

Vou-se embora pro meu Ceará
Porque lá tenho um nome
E aqui não sou nada, sou só Zé-com-fome

I thought of a related theme that shows up in Ryan Bingham’s (http://www.binghammusic.com/ ) “Hallelujah”

which relates the story of another poor and starving wanderer who is shot dead by a frustrated thief. Despite his relief that there:
 
Ain't no more begging on the side of the road
Ain't no more sleeping on the edge of a frown
Ain't no more favors from someone I don't know

He is not all relieved, and feels life pulling him back


So tell me now if your singing can bring me
Another day with my feet on the ground
I miss living and living misses me
…
somethings wrong cause you know I still feel alive

And this longing to still be alive somehow brings him back (?)

I'm not a one nighter
I ain't a flat liner
I've never came between the harmonies you're singing loud
Hallelujah

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

.de longe, perto... de perto, longe.

Acho muito louco esse mundo em que vivemos hoje em dia.

Me sinto extremamente próximo de pessoas que estão geograficamente distantes, sem vínculos familiares, e (algumas) que nem conheci pessoalmente.
E em contrapartida me sinto extremamente distante de pessoas que moram na casa em frente da minha ou de familiares (tios, primos, etc) que me conhecem desde o dia que nasci.

É impossível negar que os avanços tecnológicos facilitam as coisas, encurtam distâncias.. afinal aqui no VezenquandoPub temos exemplos claros disso:
Porto Alegre, RS --> Austin, TX = +ou- 8.300 kms
Porto Alegre, RS --> Uruguaiana, RS = 600 kms
Porto Alegre, RS --> Floripa, SC = 470 kms
Uruguaiana, RS --> Floripa, SC = +ou-  1.000 kms

Mas entendo que a tecnologia abre uma porta, possibilita a comunicação, mas tudo depende da gente.. dos interlocutores.. e daí entram questões como motivação, afetividade e várias outras.. Pra mim, o importante é que nós escolhemos com quem desejamos nos comunicar... e de que forma.

Para facilitar essas escolhas, eu tenho adotado uma regra:
eu fico perto de quem gosta de mim, e fico longe de quem não gosta. Simples!

Quase um Roberto Carlos, sabe? “Só Vou Gostar de Quem Gosta de Mim”.. hahaha 
Abraço!

terça-feira, 16 de agosto de 2011

But of enough | Mas do suficiente

Aqui na mesa 2, estou refletindo sobre o verão e a provisoriedade de tantas coisas na vida....

At my childhood home, there were two medium sized trees out front with stocky branches that formed a kind of star-burst, each the same length of the other. The effect was that the trees had a form of perfect globes, except that the leaves underneath were sparser that on top. We called them "umbrella trees". I really have no idea what species or variety trees they were.

Well, those bottom branches, thick and stout, were just the right height for a ten year old like myself to reach jumping and, monkeying around, end up hanging from folded knees upside down. From that precarious perspective, I observed the familiar street with its row of suburban houses and chain link fences and green lawns and passing cars. But what I saw was so much different than what I saw with my feet placed firmly on the ground.

Suddenly I was transported to an alternate universe, parallel to mine, where all the laws of nature were reversed, people's faces were messed up: with mouths on top and eyes down below. Instead of risking a fall to break my neck, I had the distinct sensation if I let go of the tree, I would fall up, into the blue sky.

Never experienced this? Try this next time you are lazying in a swimming pool on a calm summer day. As you float there, on your back, crane you neck all the way back so your forehead is below water and your eyes just above. If you can, you will see just at the level of the water. But in this backward position, if you can hold it for just a moment--the water will be covering your ears so any sounds will be muffled and other-worldly--suddenly the world will turn upside down and you will feel suspended in the air, held upside down by an unfamiliar force.

For whatever reason, I recalled that childhood sensation upon hearing the following poem read on a radio program just the other day.

Perhaps it has to do with the unbearable Texas heat and drought that is upon us here (now in the 60th day of 100° (F.) weather (38° C.), and more than that since the last rain). Perhaps it is getting to my head, and I am becoming delirious. Maybe I feel all the world drying and blowing away in the wind. Suddenly things seem so precarious, so volatile. Just a few months ago, we had record cold and record rain fall. When I heard the poem, I was reminded of how quickly our perspective can change, how transient some things are: summer, winter, childhood....

See these lines: "But at last, when the wind flattens the grasses, For you, the design and purpose stop. And you fall, With the other husks of summer".

Is this me too? Is this my perspective? Is it just an illusion?

Even if so much in life is ephemeral, temporal, fleeting, unbounded, homeless, so many moments "...are made of almost nothing, But of enough".

What tremendous three words: "But of enough."







The Dragonfly

by Louise Bogan

You are made of almost nothing
But of enough
To be great eyes
And diaphanous double vans;
To be ceaseless movement,
Unending hunger,
Grappling love.

Link between water and air,
Earth repels you.
Light touches you only to shift into iridescence
Upon your body and wings.

Twice-born, predator,
You split into the heat.
Swift beyond calculation or capture
You dart into the shadow
Which consumes you.

You rocket into the day.
But at last, when the wind flattens the grasses,
For you, the design and purpose stop.

And you fall
With the other husks of summer.

A lavadeira

por Louise Bogan

Tu es feito de quase nada
Mas do suficiente
Para seres grande olhar
E asas diáfanas casal;
Para seres o movimento incessante,
Fome sem fim,
Amor pelejador.

Ligação entre a água e o ar,
A terra te repele.
A luz te toca só para mudar-se
iridescente
Sobre teu corpo e asas.

Nascida duas vezes, predador,
Tu te divides no calor.
Veloz além de qualquer cálculo ou confisco
Tu te apressas na sombra
Que te consome.

Tu decolas no dia.
Mas, finalmente, quando o vento aplaina as gramíneas,
Para ti, o desenho e o propósito acabam-se.

E tu cais
Com as outras cascas do verão.

"The Dragonfly" by Louise Bogan, from The Blue Estuaries: Poems 1923-1968. © Farrar, Straus and Giroux, 1995.

Listen here to the program, and to the beautiful reading of the poem by Garrison Keillor. Skip to about minute 3:20 to hear just the poem...




Translation to Portuguese by me, Dê Hatch (for which I am more than open to corrections, edits, critiques, opinions. I really have little idea how it is truly rendered in this language, but I can't help but translate, since I love the activity ;)

sábado, 6 de agosto de 2011

Efeitos adversos: Você tem um sexto sentido? Mais de seis sentidos?



Ontem eu estava operando com cerca de só três horas de sono. Eu já tinha dirigido ida e volta de San Marcos para San Antonio e para Austin em várias viagens diferentes e eu estava sentindo os efeitos da cansaço. Um deles bem estranho foi uma mudança no meu senso de percepção corporal. Eu estava segurando meu telefone enquanto eu dirigia, com o GPS ligado me guiando em uma das auto-estradas. De tempos em tempos, parecia que o telefone na minha mão “cresceu” em tamanho. Meus dedos me pareciam de gran espessura, e o volante pareceu assumir o tamanho de um galho de árvore. Apenas olhando para o telefone e para minhas mãos a minha sensação de proporcão tornou ao normal.

Você já experimentou algo assim? Uma alteração ao seu senso de proporção? Você sentiu seu corpo ou o mundo tornar-se muito grande ou muito pequena? Às vezes pode ocorrer antes ou depois do sono, cochilando na praia, pelo efeito de drogas, cansaço, stress, ou talvez a doença.

Bem, acontece que tem muito ver no tema.

Nós todos sabemos sobre os cinco sentidos que todos nós temos: visão, audição, tato, olfato e paladar (a classificação atribuída a Aristóteles). Mas se considera tambem que os humanos tem, pelo menos, cinco sentidos adicionais que incluem: nocicepção (dor); equilibriocepcão (equilíbrio
); propriocepção e sinestasia (movimento articular e aceleração); sentido de tempo; termocepção (diferenças de temperatura). Talvez até mesmo uma leve magnetocepção (direção), e também sentidos interoceptivos.

Veja tambem:




sexta-feira, 29 de julho de 2011

Acordar preparado


"Que a cada manhã a sua coragem acorde bem juntinho de você, sorria pra você, e o convide para viverem uma história toda nova, apesar do cenário aparentemente costumeiro."

Ana Jácomo

quarta-feira, 27 de julho de 2011

terça-feira, 26 de julho de 2011

.Deep.

Leituras humanas.

Know it sounds funny
But, I just can't stand the pain
Girl, I'm leaving you tomorrow
Seems to me girl
You know I've done all I can
You see I begged, stole and I borrowed!

 

Ooh, that's why I am easy
I'm easy like sunday morning


Why in the world would anybody put chains on me
I've paid my dues to make it
Everybody wants me to be
What they want me to be
I'm not happy when I try to fake it!

Easy – Commodores

segunda-feira, 25 de julho de 2011

.comprometimento.

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Eu gosto bastante dessa tirinha do Calvin, porque ela diz muito sobre vários aspectos da vida e de relacionamentos (não só sobre a Educação), mas principalmente, ao meu ver, sobre comprometimento. Hoje em dia é muito comum as pessoas cobrarem umas das outras atitudes, sentimentos, ações... e se doarem tão pouco. 

Falta comprometimento.
Falta sinceridade.
Falta honestidade.
Falta reciprocidade.
Falta...
Falta...
Falta...
.
.
.

segunda-feira, 11 de julho de 2011

. "mind-messenger" e a linguagem do "Co"!

A linguagem do "CO" ...

[Socorro! Que difícil acompanhar esses "vezenquandozeiros"! Cada vez que entro no meu e-mail tem uma avalanche de post, comentários etc. Daí penso, logo "quase" desisto :-( ........]

Daí lembrei que estava pensando outro dia: bem que poderia ter um acessório acoplado na gente ou de usar (um brinco, um colar ou qualquer coisa parecida) linkado ao nosso pensamento. Já explico: imaginem que no meio do dia, do trabalho preciso responder um e-mail para um amigo distante. Ou ainda, "preciso" comentar a postagem em um blog. Então, aciono o "mente-messenger" e "pá"... Envio a mensagem! Algo parecido com o que a gente via nos filmes, na infância, tipo: telepatia ?!?! Ah, vai dizer... Ia ser ótemo! Um "mind-messenger", que tal?! Ia facilitar um monte a vida da gente! Tem coisa mais chata do que ficar esperando o e-mail abrir? Depois escrever... Depois ler pra ver se ficou bom/entendível... Depois enviar?! Ute!

Bem, um dia quando ouvirem falar nisso: lembrem-se que eu já havia "cantado a pedra" (sim, pois é a única coisa que eu canto :-p).

Bom, na verdade eu queria comentar sobre a linguagem do CO. A linguagem do CO é o seguinte: de uns tempos pra cá tudo é CO. Co-autoria, cooperação, coorientação... E agora tem um cara aí que não lembro o nome falando em co-criação/co-criatividade. Alguém conhece? Ele "saiu" na "zero" da semana passada  :-P. Pois então, depois de ser convidada (e ficar lisonjeada com o convite) para colaborar (no sentido de elaborar junto) aqui no vezenquando... Fiquei me questionando sobre a era do “CO”. Continuei pensando em que outros CO´s participamos e nos envolvemos! Esta poderia ser uma boa reflexão para nossa mesa de bar virtual... Ou não!

A foto? Ah é um merlotzinho pra esquentar a reflexão! ;-).

[]s - té!

sábado, 2 de julho de 2011

bolas de meia e de gude.

Esse “guri” mora aqui [de pijama]

 

Há um menino
Há um moleque
Morando sempre no meu coração
Toda vez que o adulto balança
Ele vem pra me dar a mão

Há um passado no meu presente
Um sol bem quente lá no meu quintal
Toda vez que a bruxa me assombra
O menino me dá a mão

E me fala de coisas bonitas
Que eu acredito
Que não deixarão de existir
Amizade, palavra, respeito
Caráter, bondade alegria e amor
Pois não posso
Não devo
Não quero
Viver como toda essa gente
Insiste em viver
E não posso aceitar sossegado
Qualquer sacanagem ser coisa normal

Bola de meia, bola de gude
O solidário não quer solidão
Toda vez que a tristeza me alcança
O menino me dá a mão