Oi genteeee!!! Eu ainda não consegui sair do clima do Dia dos Pais. Essa é uma data que realmente toca o meu coração.
Enquanto muitas pessoas falam na importância apenas da mãe na vida do filho, eu sou aquela outra parte que reconhece o grande papel do pai. Talvez essa minha sensibilidade tenha sido aflorada porque eu passei grande parte da minha vida longe do meu pai e sofri na ‘pele’ essa ausência.
A Grassi e o Deryl deixaram o depoimento sobre a felicidade de poderem desfrutar da companhia de seus pais no último domingo. O Pablo e o Feio registraram aqui o orgulho de serem pais falando nos filhos. Eu achei isso tão lindo!
Lendo as poesias do Vinicius de Moraes, como eu sempre faço, eu descobri uma poesia que ele fez para o seu filho, intitulada ‘Pedro, meu filho...’. Eu colocarei a letra nos comentários do post.
Nesse embalo, eu também quero deixar aqui registrado a poesia que há muito tempo atrás eu fiz para o meu pai:
Penso tanto em ti, Pai:
As vezes, quando todos vão dormir, o silêncio e o escuro tomam conta do meu quarto e eu tenho medo de ficar sozinha... eu fecho meus olhos e busco refúgio em ti.
Fico horas e horas imaginando como teria sido a minha vida se eu tivesse tido a oportunidade de te ter ao meu lado. Eu fico imaginando como seria ter, mas ter de verdade, um pai.
E eu crio para ti um novo corpo, um novo rosto e uma força indescritível.... bem diferente daquela fragilidade que me inspira aquelas fotos amareladas com o tempo.
Nessas noites escuras, pai, eu me permito sonhar sonhos multicoloridos: eu te amando: tu me amando: eu te precisando: tu me protegendo: eu rindo: tu rindo: eu correndo: tu correndo: eu presa e fortalecida pelo teu abraço: a gente feliz.
Essas noites escuras e silenciosas me fazem pensar em todas as vezes que eu quis dizer e não pude: meu pai não deixa, isso eu aprendi com o meu pai, meu pai disse que não é assim, vou contar tudo pro meu pai...
Ô, Pai! Quanto tempo desperdiçado!
Mas quando eu penso, pai, de olhos abertos, e não nos sonhos dormidos, eu vejo que os poucos momentos que desfrutamos juntos também foram valiosos. Te amo o suficiente, porque moras em mim, independente da nossa trajetória, independente do começo e do nosso fim.
Mesmo assim, pai, eu queria que tivesse vindo de ti, inventada ou não, a vontade de ter estado mais tempo ao meu lado. Sinto vontade de chorar e choro. Penso na tua imagem e refaço-a várias vezes, de olhos fechados, e escolho aquela que quero guardar em mim, bem lá no fundo.
Sinto saudade, pai!