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quarta-feira, 10 de abril de 2013

.não levo fé nenhuma em nada.

Ele não é um cara normal...
Via beleza onde ninguém mais via
Sorria para a vida como já ninguém mais sorria
Era considerado louco pela maioria.
O que é o certo, o que é o errado?
Quem define as regras do comportamento social?
Extinguiram-se os militantes da moral.
Realmente, é fato... ele não é um cara normal
.


(...)


 
 
(...)


Não tenho nenhum tipo de pré-conceito, não levanto a bandeira de ninguém. Acredito na igualdade entre os iguais, mas me digam quem não é igual a ninguém? Discussões por opção sexual, crença religiosa, distinção racial... isso não existe, ou não deveria existir, pelo menos  gostaria que não.
Os normais estão no poder assistindo de camarote enquanto nós, os anormais, discutirmos o que é certo, o que é errado. PQP! Cada um sabe de si. Cada um que cuide de si. Enquanto discutimos com que cor pintamos as unhas eles estão lá bolando um jeito de esfregar acetona antes mesmo de pintarmos.


(...)


Não sei se tu sabes, mas os deputados Paulo Maluf, José Genoino e João Paulo Cunha foram indicados e farão parte da principal comissão da Câmara dos Deputados: Comissão de Constituição e Justiça. E sebe que atribuição se dá para um cara desses? Ele pode cassar parlamentares envolvidos em corrupção, que tenham quebrado o decoro parlamentar ou sofrido condenação criminal!
 
Pelo o que tenho visto, de nada tem adiantado as manifestações através de assinaturas em redes sociais... e sinto muito em dizer que de nada adiantará. O negocio é ir às ruas e protestar pelo o que realmente deve ser protestado.
 
Se for para levantar bandeiras, que seja a bandeira da saúde, a bandeira da educação... Depois disso teremos, por consequência, igualdade e respeito entre nós, os iguais.


(...)


Li em algum lugar os números (cifras) da copa 2014... me aborreci.


(...)
 
 
 
 
(...)
 


Há braços

sábado, 12 de janeiro de 2013

SAWABONA


Há uma "tribo" africana que tem um costume muito bonito. Quando alguém faz algo prejudicial e errado, eles levam a pessoa para o centro da aldeia, e toda a tribo vem e o rodeia. Durante dois dias, eles vão dizer ao homem todas as coisas boas... que ele já fez. A tribo acredita que cada ser humano vem ao mundo como um ser bom, cada um de nós desejando segurança, amor, paz, felicidade. Mas às vezes, na busca dessas coisas, as pessoas cometem erros. A comunidade enxerga aqueles erros como um grito de socorro. Eles se unem então para erguê-lo, para reconectá-lo com sua verdadeira natureza, para lembrá-lo quem ele realmente é, até que ele se lembre totalmente da verdade da qual ele tinha se desconectado temporariamente: "Eu sou bom". Sawabona Shikoba! 

SAWABONA é um cumprimento usado na África do Sul e quer dizer: "EU TE RESPEITO, EU TE VALORIZO, VOCÊ É IMPORTANTE PRA MIM". Em resposta as pessoas dizem SHIKOBA,que é: "ENTÃO, EU EXISTO PRA VOCÊ".

quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

Kintsugi

Já faz um tempo que não apareço. Hoje li uma coisa muito bonita que merece ser compartilhada (invadi a mesa de alguém?)

Quando os japoneses consertam objetos quebrados, eles preenchem as rachaduras com ouro. Eles acreditam que quando algo sofre algum dano, tem uma história, e há conserto, vale a pena repará-lo. Quando alguns vasos se quebram, eles não perdem seu valor. De fato, ao consertá-lo, ele torna um objeto único e especial. E passa a valer mais do que antes.


* Kintsugi é a arte japonesa de consertar peças de cerâmica quebradas com uma resina laca polvilhada com ouro em pó.

domingo, 7 de outubro de 2012

.pássaro perdido.




Há quarenta anos nascia em Uruguaiana a Califórnia da Canção Nativa do Rio Grande do Sul.
Depois dela, o Sul do Brasil lançou, pelo menos, outros cinquenta Festivais que cantaram a Música Gaúcha. Considerada a Mãe dos Festivais, a Califórnia da Canção também é Patrimônio Cultural do Estado. 

Durante a década de setenta foi realizada no Cine Pampa, bem no Centro da Cidade agregando também a Feira do Livro e Artesanatos. A partir de 1983, transferiu-se para o Parque Agrícola e Pastoril da Associação Rural de Uruguaiana. Ou simplesmente “Pastoril” pra gurizada que, como eu, dava um gás nos estudos pra passar por média e assim estar liberado já na primeira semana de dezembro pra curtir a Califa. 

A Califórnia foi o nosso Woodstok Campeiro, nosso veraneio e carnaval, num tempo em que a AIDS e o craque ainda não habitavam esse pampa. Na época em que a Ipiranga, que teve com berço as margens do Rio Uruguai, bancava o maior festival folclórico do Brasil. Enquanto Luciano do Valle narrava uma final de Califórnia ao vivo para todo Brasil, parece que esquecemos de formar um Produtor Cultural. 

Nos anos noventa o Festival migrou para o Ginásio Municipal. Da virada do Século pra cá, também visitou Estádios, Parques e Clubes, voltou ao Ginásio, até que, em Dezembro de 2009, num domingo ao meio-dia, deu-se a 37ª e última edição da Mãe dos Festivais.
Já são três anos sem Califórnia e a Pastoril está anunciando o Show de uma dessas duplas que pagam pra tocar na radio e na TV.

Depois do sucesso do CARNAVAL FORA DE ÉPOCA o Velho Oeste apresenta o SÃO JOÃO FORA DE ÉPOCA. O que mais se vê é a gurizada de camisa xadrez, calça rasgada e ouvindo música caipira! 

Volta Califa !!! Volta Pastoril !!!

Queremos a árvore, o fogo de chão, o artesanato, as artes plásticas, o livro, a trova, a culinária campeira e o sagrado jogo do truco para nossos filhos, sobrinhos e demais parentes.
Sim meu querido Rio Grande, é um pedido de socorro.
A Mãe está na UTI precisando do nosso sangue!




PIRISCA GRECCO 
Músico de Uruguaiana
Vencedor de Três Calhandras de Ouro



sábado, 1 de setembro de 2012

A menina que quer voar

Como me encho de alegria e orgulho de amigos assim!

No dia 04 de setembro, a partir das 19 horas acontecerá o lançamento do primeiro livro do ex colega da minha irmã escritor taperense Vinícius Linné. O evento faz parte da programação da 3ª Semana Municipal da Cultura e 22ª Feira do Livro. A obra, entitulada A MENINA QUE PODIA VOAR é recomendada para todas as idades, uma vez que fala sobre nossos sonhos e nossa capacidade de acreditar ou não neles. Estou mega super ansiosa pra ler o meu exemplar - se não tiver com dedicatória eu te mato! - que obrigarei  farei minha mãe buscar pra mim, já que infelizmente não estarei na roça.
Vinícius Linné, além de ser um querido, gentil, educado e gente diferenciada, é professor da Língua Portuguesa da rede municipal, mestrando em Estudos Literários pela UPF, e autor de poemas publicados no jornal Zero Hora e das crônicas virtuais "As Taperenses". Essa lindeza é seu primeiro livro e faz parte da coleção "Ciranda de Histórias" da editora Habilis, de Erechim.


quarta-feira, 22 de agosto de 2012

.sem rodeios.


O texto a seguir é uma contribuição dos Vezenquandistas: Julio Neto & Milena Lenz

(...)

"Um risco quer dizer Francisco, 
Não sou bom entendedor
Não sou de meias palavras,
Então não me venha com charadas
Seja franco, sincero... direto...” (Feio)

Pois é, mas as pessoas não estão preparadas para receber palavras inteiras vindo da franqueza. Vide nosso amigo Lucilio, sempre foi marginalizado pelo simples fato de falar o que pensa, sem meias palavras, eu e meu cumpadi Feio brigamos muito até conseguirmos acreditar que o que um dizia pro outro não era pessoal. Eu tenho pouquíssimas pessoas nas quais posso ser sincero e franco, e essas são as pessoas  importantes na minha vida. 

(...)

Imaginemos um marido, chega em casa e diz, “Meu amor você está gorda...”, pronto, hecatombe nuclear. E ainda temos a palavra inteira para elogiar, e essa também as pessoas não estão preparadas, quando alguém elogia, pelo trabalho ou pela aparência, o normal é pensarmos, “O que ela ta querendo?”, mas acho que é cultural do Brasil, li na revista Vida Simples do mês passado, que o brasileiro preza pela gentileza, para não gerar conflitos, e assim deixa de falar coisas mais contundentes, em contra partida usamos o elogio para conseguir coisas, então temos dificuldade de crer que alguém pode ter gostado da gente ou de algo que fizemos, nessa mesma matéria um brasileiro foi fazer um mestrado nos EUA e se espantou porque os alunos agradeciam as críticas dos professores. É difícil. Abaixo segue o texto da Milenz luz da minha vida. 

(...)

Ôh vida corrida, exaustiva e voraz. Que ora me arrasta, ora me empurra. Que me permite beber apenas um pouquinho da fonte do prazer, em doses homeopáticas. Que me faz escolher entre coisas e pessoas mesmo quando não estou pronto pra isso. E ainda por cima, é única, sem reestréia, sem segunda chance. Então qual caminho escolher, o fácil e superficial ou o trabalhoso e consistente? Relações sinceras com diálogos francos e muitas vezes difíceis ou as de ‘boa vizinhança” com conversas amenas e discursos políticos? A sinceridade pode doer se não estamos prontos para recebê-la, mas reavaliar as relações e valorizar pessoas sinceras e diretas pode ser bem mais prazeroso!!!

“Migalhas dormidas do teu pão
Raspas e restos
Me interessam
Pequenas porções de ilusão
Mentiras sinceras me interessam
Me interessam, me interessam” (Cazuza)

(...)

Pois é, cada um tem um nível de franqueza que pode agüentar, eu estou treinando o silêncio com as pessoas normais para 2012.

“Se ninguém olha
Quando você passa
Você logo acha:
A vida voltou ao normal...
Aquela vida sem sentido
Volta sem perigo
A mesma vida tudo
Tudo sempre igual...
Se alguém olha quando
Você passa, você logo diz:
"Palhaço!"
Você acha que não tá legal
Perde logo a noção do perigo
Todos os sentidos
Você passa mal...” (Lobão)

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

.detox!

Oii gente!
Blz?

Hoje cedo li via facebook a atualização do blog de uma "amiga virtual", sobre yoga.

Religiões à parte acho essa prática e cultura bem interessantes. E por isso resolvi trazer aqui para a mesa.

Que fique bem claro: não tenho conhecimento algum sobre a área. Participei algumas vezes de aulas de yoga, mas tudo meio sem aprofundamento. A primeira vez fui para acompanhar uma amiga... E a segunda: pq gostei ;-P. Em seguida tive que parar... Rotina maluca... Sabem bem como funciona né?!

Mas... Como férias servem para "inventar coisas"... Eis que estou aqui... Louca para fazer uma outra aulinha!

Na verdade o assunto não é sobre as aulas propriamente ditas. Meu comentário tratará sobre um outro tema transversal: a alimentação. A alimentação na cultura indiana [milenar]... É vista como um remédio também! "Você é o que você come". Nossa... Tri profundo isso! Verdade! Não estou sacaniando.

Há um tempo atrás [nesta "vibe" das aulas] assisti a uma palestra sobre alimentação ayurvédica, com a Terapeuta Ayurvédica Laura Pires [http://buscadaessencia.blogspot.com/] que hoje está na India. Gostei tanto que resolvi marcar uma consulta. Marquei. Fui. Gostei. Fiz uma dieta de desintoxicação na época e curti pra caramba!

Cheguei ao ponto! Era sobre a dieta de desintoxicação que eu queria falar ;-). A "amiga virtual" que comentei no início do post chama-se Dany Sá. Dany estuda e pratica yoga há um tempo... Hoje cedo li em seu blog, curti e resolvi compartilhar com vocês:

     Final de ano sempre é a mesma história: vem o período de festas, férias e viagens e acabamos mudando nossos hábitos rotineiros principalmente no quesito alimentação. O corpo acaba sofrendo as consequências e precisamos ter uma saída para não sacrificá-lo ainda mais.

    Ao longo do tempo, vamos produzindo muitas toxinas para o corpo através da alimentação, dos pensamentos e emoções. Um descanso para o organismo é necessário de vez em quando para que nossos orgãos também possam tirar umas férias merecidas e trabalhar menos.

    A Detox, como ficou conhecida hoje, pode ser traduzida como desintoxicação alimentar ou dieta anti-ama (toxinas). Este processo é milenar e utilizado pela medicina ayurvedica.

    A primeira vez que fiz a dieta foi em 2008 quando fiz um tratamento ayurvedico completo (panchakarma) que consiste além da dieta, limpeza interna dos orgãos necessários e massagens. Depois do tratamento, é necessário que você mantenha outro tipo de dieta com relação ao seu tipo físico (doshas). A avaliação do seu tipo físíco (kapha, vata e pitta) é feita por um profissional especializado em medicina ayurvedica.

Ficou curioso? Veja na íntegra:
danysayoga.blogspot.com

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

.feedback da Lítera!

Olá gente queridaaaaa!

O meu post de hoje vem em nome da Banda Lítera! Lembram da banda?

Há um tempo atrás fiz um post falando sobre um projeto em que a banda estava inserida de maneira a arrecadar uma importância financeira ($$) para a gravação do novo single: Dometila!

Então... Os guris conseguiram!!! Eba!!! Uhu!!! Com o apoio da galera doando de pouquinho em pouquinho foi possível conseguir todo o valor! Bacana né?

A pedido dos guris agradeço aqui a todos aqueles que doaram! Eles acreditam que a divulgação no VZQ possa ter ajudado também!

Bem... Por enquanto o que temos é:
LÍTERA - Making of da sessão de fotos para single Domitila que estréia em março 2012.


LÍTERA - Making of - Sessão de fotos para single Domitila from Lítera Rock on Vimeo.

Ok?! Até a próxima e fiquem com a Líteraaaaaaaa!

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

.gentileza!

Hoje resolvi falar de uma temática que não é nada nova, todavia merece ser sempre lembrada: "gentileza gera gentileza" e ".".

Falando nisso... Alguém lembra da história do Profeta? Muito bacana. Lembrei dela quando li o post do Marcus falando das poesias em nossos ônibus (aqui em POA) ... E pasmem! Passou uma matéria sobre isso HOJE (26/10) no Jornal do Almoço.
José Datrino, mais conhecido como profeta Gentileza foi uma personalidade urbana carioca, espécie de pregador, que tornou-se conhecido a partir de 1980 por fazer inscrições peculiares sob um viaduto no Rio de Janeiro, onde andava com uma túnica branca e longa barba.



"Gentileza gera gentileza" é a frase mais conhecida.

Vale a pena ler mais em:



Então... Depois de ouvir a canção [interpretada pela Marisa (amo!)] te pergunto:

além de gentileza...
gentileza gera?







[até a próxima semana! direto da "cidade  maravilhosa"... bjs]

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

.coisas de POA!

Oiê, tudo?

Tá e aí? Quem é que está acompanhando a nova novela "das 6" bota o dedo aqui que já vai fechar................

Nossa! Quero passar férias nessa tal de Porto Alegre... Ali ali com Buenos Aires... Muito bom... Brincadeiras à parte [pois eu posso é a minha cidade]... Estou adorando ver a minha cidade na telinha ;-) .

Ai ai... Adoro minha Porto Alegre querida... Hoje passeando pela calçada da moda [alguém sabia que a temos em POA? clique aqui para ver onde fica] conversava com uns amigos: "que lugar lindo e agradável!". Paramos para um cafezinho [não lembro o nome do lugar... é o único que tem ali... o atendimento é EXCELENTE!]  e um bate-papo!

Foi quando veio [à mesa de café ;-) ] o assunto: "a Lenda urbana de POA: a prisioneira do Castelo do Alto da Bronze". Daí resolvi fazer um post para quem ainda não conhece essa história tão bacana [e que se fosse em Paris seria uma megaaa atração :-/]:

Lá vai uma pesquisinha básica do site clic rbs:

Lenda urbana: a prisioneira do Castelo do Alto da Bronze mais de meio século depois: 
Nilza é a própria musa para quem a bizarra edificação medieval foi construída, no fim dos anos 1940, em pleno Centro de Porto Alegre. Conheceu Carlos Eurico Gomes, afamado político da época, ainda no início daquela década, quando tinha 18 anos. Já era mãe de um garoto e, como costumava-se dizer, com certo espanto quando se tratava de mulher tão jovem, “desquitada”.
A paixão, da parte dele, fora tão fulminante que o homem não apenas construiu um castelo para ela (precisamente na esquina das ruas Vasco Alves e Fernando Machado) como fez de Nilza a sua Rapunzel, mantendo-a durante quatro anos sob uma vigilância tão rígida que a impedia de se aproximar das janelas do prédio.

– Que coisa boa poder olhar para fora – ela diz, debruçada sobre o parapeito de uma das aberturas do castelinho. – Como eu tinha vontade de fazer isso naquele tempo e não podia. Qualquer movimento meu era motivo para despertar ciúmes nele. Chegava a vir com o revólver para cima de mim. Isso que, como só fui descobrir mais tarde, ele era casado. Não dei sorte com os homens.

Nilza deixou a casa onde mora com a filha adotiva, o neto e inúmeros gatos e cachorros para visitar o Alto da Bronze na segunda-feira à noite, a convite dos sete artistas plásticos que usam o castelo como ateliê. Foi a terceira vez que ela voltou ao local desde que se libertou, mais de meio século atrás – mas apenas a primeira em que foi bem-recebida.

– Ainda nos anos 1950, soube que ali funcionava uma boate. Tive de ir lá conferir o que tinham feito do lugar em que morei – contou, com bom humor. – Fiquei quieta, mantendo-me anônima enquanto ouvia os frequentadores contarem histórias, todas falsas, sobre “o que teria acontecido com aquela mulher que morava no castelinho”. Diziam que eu tinha fugido do rico proprietário para me casar com um homem pobre e vivia na sarjeta, vê se pode. Pior é que de lá pra cá ouvi lendas ainda mais absurdas.

Uma outra tentativa de visita se deu no ano passado. Mas ainda havia um litígio judicial sobre a propriedade do edifício, e o atual dono achou por bem não permitir a sua entrada. Esta semana Nilza se mostrou orgulhosa por servir de inspiração sobretudo para as mulheres que trabalham no anacrônico edifício.

– Não me sinto um exemplo de mulher à frente do meu tempo – ela respondeu, ao ser interrogada pelas artistas Elen de Oliveira e Lena Kurtz. – Analisando hoje talvez eu até tenha sido, mas à época não tinha nenhuma noção disso. É que atualmente as mulheres têm se valorizado cada vez menos. Quando eu era jovem podíamos ter menos valor aos olhos da sociedade, mas em compensação nós mesmas nos dávamos mais valor.

Como não podia ser diferente, a dama do castelo se emocionou ao lembrar dos tempos em que ali viveu:

– Hoje o castelinho me parece mais claro, com um ambiente mais leve. No meu tempo, os móveis eram tão escuros, era tudo tão pesado...

Mas, enquanto subia e descia as escadas com uma energia surpreendente e retribuía com atenção o carinho e a curiosidade dos artistas e de seus convidados – que fizeram festa para recebê-la e a cercaram para ouvi-la –, Nilza procurou se manter sorridente.

– O que passou, passou. Não posso ter mágoa do que já ficou para trás. E, afinal de contas, a vida é tão en graçada, né? Tudo o que acontece com a gente, olhando com uma boa distância, parece tão cômico...

Lenda urbana:


A história de Nilza Linck está no livro A Prisioneira do Cas telinho do Alto da Bronze (Artes & Ofícios, 1993), que o jornalista Juremir Machado da Silva escreveu a partir de depoimentos da própria prisioneira: Carlos Eurico Gomes, 40 anos, abandonou a primeira mulher (Ruth Caldas) e suas três filhas para viver no castelo que construiria, em pleno Centro de Porto Alegre, com Nilza, 18 anos, e seu filho pequeno. Apaixonado por edificações medievais erguidas em pedra, o homem concebeu o prédio do Alto da Bronze depois de pesquisar os castelos de séculos passados. O amor, no entanto, durou pouco: depois de quatro anos de convivência (de 1948 a 1952), cansada dos ciúmes de Carlos Eurico, Nilza resolveu deixá-lo. Inicialmente o castelinho ficou para ele e sua nova esposa, Nélida. Mas em seguida acabou vendido – e transformado em, entre outras coisas, uma boate. Nilza ainda teria outros dois relacionamentos. Além do primeiro filho, adotou uma menina, Fátima, com quem mora hoje.

.era assim que se amava antigamente ;-p .

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Farroupilha, o melhor sanduíche é daqui!

Certa vez estávamos falando, aqui no Vezenquando, sobre dicas de cafés e lanches no centro de Porto Alegre. Na ocasião comentei que sou meio viciado no sanduíche Farroupilha (pão cacetinho, manteiga, presunto e queijo).

Como agora tô estudando no centro da cidade, esses dias passei no meu local preferido para degustar o lanche: Padaria e Confeitaria Copacabana. Loja 133 do Mercado Público.


A paulistada se orgulha do sanduíche de mortadela do Mercadão deles, mas pra mim nada super o nosso tradicional sanduíche Farroupilha. Um lanche barato (R$ 3,20) e muito gostoso!  #ficadica


Obs1: nem preciso dizer que lembrei da minha esposa e parceira de vários farroupilhas (Fabiane) e também das colegas vezenquandistas (Rita e Daiane).

Obs2: normalmente peço um cafezinho para acompanhar.. como estava um final de tarde quente, optei por um suco de laranja feito na hora. Boa alternativa!

terça-feira, 6 de setembro de 2011

Simultaneamente íntimo e impessoal?

É possível que algo seja simultaneamente íntimo e impessoal?

Essa questão despertou o meu interesse enquanto ouvia a um dos meus programas de rádio favoritas. Foi um breve relatório sobre o blog popular PostSecret.com, que é basicamente um projeto de arte pública contínuo, onde as pessoas escrevem seus segredos anonimamente em um lado de um postal caseiro e depois carregam-los. As confissões são engraçadas, chocantes, irônicas e, sem dúvida, profundamente pessoais. 

A novidade é que agora os blogueiros criaram um aplicativo para iPhone que permite às pessoas indicarem sua localização. Nas palavras do relatório de rádio, isso torna possível para as pessoas lerem confissões privadas quando eles estão localizados no lugar em que foram postados. 

Alguma vez quis saber os segredos íntimos dos desconhecidos ao seu redor? Agora você pode. "There's an app for that."






A sample:


 

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Para trend lovers!

Também estou aqui: http://misscoolture.blogspot.com/, meu projeto pessoal que saiu do forno não faz um mês!
Acessem "vezenquando".
Beijos.