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segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

.você é daqueles poemas que ficam engavetados.




Você é daqueles poemas que ficam engavetados
tem um título em inglês, fala de uma praça em Paris,
tem versos trabalhados, sua pena é uma faca

Você é daqueles poemas que ficam engavetados
tem rimas milimétricas, um e dois e á e bê,
suas sílabas têm pós-doutorado em Matemática

Você é daqueles poemas que ficam engavetados
tem um corpo bonito,
um desejo inconsciente de ser verso-livre,
mas será sempre impublicável.

[ eu me chamo Antônio ]

sábado, 4 de janeiro de 2014

.mergulhar na vida.

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to precisando mergulhar
e não sei nadar
não sei nada
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quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

.a cesar o que é de cesar - petiço mapa mundi.

Transcrevo aqui o agradecimento do compositor da música vencedora da Calhandra de Ouro da 37ª Califórnia da Canção Nativa do Rio Grande do Sul (Califa): CESAR SANTOS.

(...)

Até parece um sonho, um sonho bem acordado! Deve ser como ir ao espaço, flutuar entre as estrelas! Uma sensação intensa de realização, de dever cumprido, e a certeza do compromisso assumido, de seguir adiante!

Quero dizer a todos, que nosso êxito pessoal e artístico, é apenas uma parte da grande vitória de Uruguaiana, de todos compositores, músicos, técnicos, comissão organizadora, imprensa, Prefeitura Municipal, Apoiadores e principalmente o público, que fez gloriosamente a sua parte!

Quero agradecer imensamente, a todos que de alguma forma contribuíram com esta grande conquista, especialmente à minha família, à minha Mãe Olga, de quem herdei a percepção musical, ao meu Pai Hugo, que foi incansável em me dar apoio incondicional e suporte moral pra chegar até aqui, aos meus irmãos Laura, Marcus, Jaqueline, Eduardo e Liliane, à minha esposa Andreia Marisa, meu amor e minha filha Luiza, minha vida!

Aos meus parceiros de composição, Rafael Ovídio, Pedro Ribas e Fernando Saldanha (Petiço Mapa Mundi), Tikeno Queirós, Pank Bermudez E Rafael Constant (Sou além do que sou eu mesmo), aos amigos e companheiros de palco, Guilherme Goulart, Léo Vidal, Áureo Goulart, Eddie Castellano e Ed Moura ( só os de Uruguaiana, com muito orgulho!).

Agradeço especialmente ao amigo exemplar, Marcos Olavo Menezes e sua família, pelo apoio incrível, ao Alemão Goulart, que foi incansável na busca pelo melhor para a Califórnia, ao ilustre corpo de jurados que entendeu e apoiou nosso trabalho, ao Colmar Duarte, criador da Califórnia da Canção Nativa do Rio Grande Do Sul e finalmente aos verdadeiros amigos, que graças a Deus são muitos, então não poderei citar todos. Mas ainda melhor que ganhar a Calhandra, é o reconhecimento e o carinho das pessoas, isso é indescritível!!!!

Perdoem a demora em postar algo, vou tentar responder as mensagem no decorrer dos dias.Muito Obrigado, do fundo do coração, um baita abraço pra todos!!! AAIIBEEIIIBEEE!!!!

 


- Calhandra de Ouro – Petiço Mapa-Múndi, com letra de Rafael Ovídio, Pedro Ribas e Fernando Saldanha e música e interpretação de Cesar Santos

- Melhor canção da linha de manifestação livre – Petiço Mapa-Múndi

- Melhor melodia – Petiço Mapa-Múndi

- Melhor instrumentista – Guilherme Goulart (acordeom, defendeu Petiço Mapa-Múndi e Pé-de-moleque)

- Melhor arranjo – Petiço Mapa-Múndi, de Cesar Santos e Guilherme Goulart

(...)

Ouvi de quem esteve lá:

"não é só a música ser boa, diferente, do futuro... eles mataram à pau no palco..."


(...)

Melhor canção da linha de manifestação campeira – Don Alejo e seus Mijados, de Rafael Ovídio, interpretada por Pirisca Grecco

Melhor canção da linha de manifestação rio-grandense – Estrelas Castanhas, com letra de Silvio Genro e música e interpretação de Pirisca Grecco

Melhor canção inédita – Estrelas Castanhas

Música mais popular – Don Alejo e seus Mijados

Melhor letra – Silvio Genro, por Estrelas Castanhas

Melhor intérprete – Pirisca Grecco, por Don Alejo e seus Mijados e Estrelas Castanhas

Melhor conjunto vocal – Mi Menor de Coração, com letra de Jayme Vaz Brasil, música de Pedro Guerra e Adriano Sperandir e interpretação de Cassiano Mendes e Evandro Moah

Melhor conjunto instrumental – grupo que defendeu Pé de Moleque, formado por Miguel Tejera (baixo e vocal), Bruno Coelho (percussão), Dani Vargas (bateria), Felipe Barreto (violão e vocal) e Guilherme Goulart (acordeom)

segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

.eu maior.


Eu maior. Um filme sobre autoconhecimento e busca da felicidade

segunda-feira, 25 de novembro de 2013

.felicidade.

Umas farão de uma forma; outras, de forma inteiramente diferente. Não há uma regra que sirva para todas. Não há uma forma única de amar ou de ser feliz. Cada um de nós precisa de um tipo de resposta emocional e de parceria. Ela será encontrada em pessoas e situações diferentes. É simples.

É claro que existem comportamentos gerais, mas quem se interessa por eles? Não vivemos no interior de uma estatística. Cada um de nós habita a própria vida, convive com os próprios desejos, um dia de cada vez. A gente faz o que pode, nas circunstâncias que nos são oferecidas, com mais ou menos coragem e discernimento. Deixem aos sociólogos, em 100 anos, o trabalho de quantificar nosso comportamento. Até lá estaremos mortos, mas talvez tenhamos sido felizes.

|| Ivan Martins, na Época, repetindo que felicidade é um conceito variável. Cada um habita a própria vida, convive com os próprios desejos. ||

quarta-feira, 13 de novembro de 2013

.é melhor queimar do que se apagar aos poucos.

Mais uma vez, mais um ano de vida... 38 verões...
A vida da gente acaba se resumindo em números. Não bastasse ter que se lembrar de CPF, RG, PIS, SENHAS agora tenho que estar me lembrando de que já se foram 38 anos de vida. Espero no mínimo por mais 58.
PQP, aí começa em crise fazendo contas... quantos anos ainda restam tendo por base os 58 a mais desejado?
Se os meus primeiros 38 anos passaram num piscar de olhos, os próximos 38 anos levariam o mesmo tempo? Sim eu sei, é lógico que levará o mesmo tempo, mas serão vividos em apenas mais um piscar?
O jeito é colocar palito de dentes nos olhos para que não pisquem mais. Estou salvo. Não morro mais.
Se a vida fosse medida por piscadas de olhos quantos anos eu teria? Quanto tempo me restaria? Putz, outro baita motivo para começar uma crise existencial.
 
(...)
 
O que mais me agrada em “fazer anos” é que a data do meu nascimento é véspera de feriado... 14/11. Sempre tenho o dia seguinte para pensar nas bobagens que disse no dia anterior.
 
(...)
 
Bueno, mudando completamente de assunto, não comentei diretamente a despedida do meu compadre Julio Neto na mesa 9... quero agradecer pelo empenho, desempenho e confiança. O Julio é um cara que faz o que gosta, por isso faz bem feito.
 
Eu como um dos, se não o maior desentendido futebolístico, me baseava nos textos dominicais para ter um bom desempenho na discussão da segunda com os boleiros de plantão.
 
Fechou o clico. Toda história precisa terminar para começar uma outra.
 
Muchas gracias compañero!
 
(...)
 
Há braços


domingo, 10 de novembro de 2013

.hasta la vista.


Hoje é meu último post aqui no blog, contei 51 postagens em um ano, acho que foi um bom trabalho e fiz o que foi combinado. Sou assim, não gosto de não cumprir o que eu digo e por isso deixo esse compromisso dominical por medo de não conseguir cumprir meu compromisso.

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Foi bacana depois olhem todas as postagens da mesa 9, tem coisas legais e outras nem tanto. Tem do futebol e da vida e como tudo está interligado.
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Obrigado ao VEZENQUANDOPUB que deixou eu colocar minhas idéias e ao meu Compadre Feio da mesa 3 que me convidou.
Tomara que as outras mesas postem para e mantenham ativo o blog.
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DA DUPLA GRENAL, tudo igual... os dois morrem abraçados e a diversão é qual tem a morte mais sofrida.
Ano que vem muitas coisas devem mudar para que o Rio Grande do Sul chegue ao patamar futebolístico de Minas Gerais.
Por isso posto de novo meu MANIFESTO ANTI-GRENALIZAÇÃO escrito em 18 de novembro de 2012... VALEUUU ABRAÇOS!!
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.manifesto anti-grenalização.
“A lógica gaúcha: eu perdi mas ele não ganhou, então está tudo bem! Este pensamento infelizmente atrasa nosso estado”  Li isso no FB do meu amigo Thyago Borges, e caiu como uma luva pra esse momento, desde quinta a gente vê isso, o Grêmio saiu da Sula e os colorados saíram do túmulo, tudo bem faz parte da corneta, mas esquecer tudo que deu errado com a folha mais cara do futebol nacional, mas o Grêmio perdeu? Ufaaa, podemos seguir errando, mais vale a derrota do adversário do que a nossa vitória, por que isso? E isso sim atrasa nosso estado, quando não temos com quem brigar, brigamos conosco mesmo, observamos os chimangos e maragatos, nativismo e tradicionalismo, gre-nal, e tudo aqui no RS é assim, não temos que ser melhor que nosso opositor, ele tem que ser pior do que nós, assim nos nivelamos por baixo e não vamos pra lugar nenhum.
E essa situação futebolística se espalha pra todos os setores da sociedade, profissional e pessoal,  no trabalho a competição é puxar o tapete ao invés de ser mais competente. No âmbito pessoal é indicar os defeitos das pessoas, ao invés de tentar melhorar nossas coisas. As pessoas lutam pra manter a situação e não para melhorar, esse efeito nefasto da grenalização é o que nos atrasa, quem sai ou convive  com não-gaúchos nota que o mundo esta andando e nós estamos estagnados, economicamente, socialmente e intelectualmente.
Então sejamos melhores que os outros, que o Fluminense, São Paulo, Boca Juniors, Real Madri... e não simplesmente se alimentar com a tragédia do co-ermão, há um mundo muito maior depois do Mampituba.

domingo, 3 de novembro de 2013

.dr destino.


Depois de muito pensar, termino minha trilogia de pensamentos sobrenaturais.
Primeiro foi superstição, segundo foi a magia e agora o destino.
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Estou tendo dificuldade para acreditar no destino. 
Difícil crer que as coisas estão pré-determinadas para acontecer nas nossas vidas.
Difícil acreditar que as coisas acontecem a margem do nosso querer e que existe uma entidade que decidiu o que seremos e o que teremos....
Acredito mais no efeito borboleta (clica aqui)
Acho que tudo que acontece e o que não acontece é culpa ou mérito exclusivamente nosso. O caminho que trilhamos é nossa escolha, as pessoas que nos relacionamos são escolhidas por nós.
O destino é uma instituição criada para tirar a culpa das nossas costas e para aceitar a frieza das estatísticas. Afinal crer que existe um poder que determina as coisas é bem mais confortável pra encarar o mundo.
Pra mim a vida é feita apenas de decisões, consequências e estatísticas.
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Tudo para dizer que o Grêmio pode não passar na Copa do Brasil e isso tem um culpado, não é o destino. Nada de dizer “não era pra ser..” ou “deus queria assim..”.

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A DUPLA:
GRE: tem muito pra fazer pro ano que vem, joga o ano na quarta-feira depende dos nossos jogadores e do nosso técnico.
NAL: um melancólico fim de ano e uma interrogação para o início de 2014, deve fazer uma faxina no grupo de jogadores, será que faz?

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"Dr Destino é phoda sem camisinha...".Da Guedes




domingo, 27 de outubro de 2013

.de volta para o futuro.

Como assim? Voltar para uma coisa que não chegou...
De volta a pensar no futuro. O Vicente vai fazer 4 anos em dezembro e eu e a Milena já estamos pensando lá na frente. Colocar ele na pré-escola de um colégio é fazer isso. Ele vai acostumando com a rotina escolar, responsabilidades e tudo que vai acompanhar ele até a fase adulta. Vai dar certo? Não sabemos, mas vamos tentar deixa ele apto para trilhar o caminho dele.
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Isso pra fazer falar do futebol. Os títulos vêm com trabalho e planejamento.
O Grêmio deve estar preparando para ganhar um grande título em 2014, tem que acrescentar qualidade ao time. Precisa de dois meias, um lateral direito e mais um zagueiro. O ataque não dá para desprezar Kleber e Barcos, mas falta um atacante também.
O Inter tem um problema sério, apenas 2 jogadores terminam o contrato no fim do ano. Uma limpa é necessária no co-irmão, mas creio que não vai ter limpa nenhuma. Nada foi feito na virada do ano passado e não sei se será feito agora. O Inter está refém de um grupo envelhecido e desgastado.
Devemos estar sempre voltando para o futuro, para projetar e apostar.
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A DUPLA:
GRE: jogou hoje com a cabeça na quarta, tomou uma sacola. Tá bem prioridade é ganhar um título.
NAL: esperando chegar 2014, revendo os ciclos, refazendo o grupo de jogadores... será?

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A trilha do filme... bem boa:

quarta-feira, 23 de outubro de 2013

.sem filtro.

 
Quando eu era pequeno só existiam duas raças de cães (que eu me lembre), Pequinês e Dobermann. O Pequinês tinha um latido agudo, chato e irritante, já o Dobermann era um latido potente, grave e feroz. 
 
Logo depois de começar a estudar no Colégio Metodista União - Uruguaiana, em 1987, comecei a voltar para casa a pé, pois já estava com 12 anos de idade (era outro tempo, menos violência... hoje não arrisco deixar meu filho com a mesma idade voltar da escola sozinho), descobri, assim, que era possível fazer vários trajetos. A cada dia um caminho diferente. Até que se esgotou o leque e possibilidades. Eram ao todo 23 maneiras de chegar em casa percorrendo a mesma distancia e utilizando o mesmo espaço de tempo. Mas apenas duas ruas finalizavam os 23 caminhos, Av. Presidente Vargas e Rua Feliciano Ribeiro.
  
No último quarteirão da Av. Presidente Vargas, à direita, havia uma casa com muro e portão altos que impossibilitavam enxergar o lado de dentro. Atrás desta “muralha” soava um latido grave e feroz. Um latido daqueles que arrepia até a alma. Para evitar uma tragédia, dessas que acontecem quando se está desprevenido e alguma coisa muito assustadora te impulsiona para um estado fisiológico completamente constrangedor, eu atravessava a rua.

Num belo dia, ao chegar perto da casa do enorme cão, percebi, olhando de relancina, antes de atravessar a rua, que o portão estava aberto. Ora, se o portão estava aberto o enorme cão deveria estar preso, ou no pátio dos fundos. Voltei na direção da casa... por curiosidade. Já imaginando o terrível e enorme cão preso pela coleira destroçando uma paleta de ovelha. Bravamente passei pela frente olhando para dentro. Uma bela casa, mas nada do cusco.

Assim que saí do limite da abertura do portão escutei o latido feroz e o barulho das unhas do animal correndo em minha direção pela calçada de cimento, por onde deveria, certamente, entrar carros. Sem pensar duas vezes e nem olhar para trás, corri. Corri como nunca em toda a minha vida e como nunca mais irei correr. Só que o cusco era mais rápido do que eu.

O cachorro, assim como eu em relação a ele, estava com gana de conhecer quem passava dia sim e dia não pela frente do portão.

Corremos os dois, um quarteirão inteiro. Eu até podia sentir o calor do bafo das fuças próximo as minhas pernas. Até que por um descuido, deixei a cair a mochila. Neste momento olhei para trás para marcar e identificar o local para um possível retorno em busca do meu material, caso conseguisse escapar vivo. Foi aí que, pela primeira vez, depois de mais de dois anos eu conheci o feroz e tenebroso cachorro.

Quase não acreditei no que vi. Era um pequinês! PQP!
Cachorro desgraçado!

Parei de correr, ele percebeu que eu havia perdido o medo, parou também. Ficamos parados por cinco segundos, nos olhando, um de frente pro outro, até pensei em ir pra cima do nanico, mas o medo que ele me submeteu durante dois anos foi tanto, que ainda o respeitava, não havia mais medo, apenas respeito. Até que ele deu uma esbaforida, “deu de ombros” e foi embora a “trote”, vitorioso.

 
(...)
 
Tudo isso para dizer que:

1ª) Não tenha medo do desconhecido.
2ª) A estrada é comprida e andar vale a pena.
3ª) Nada é tão assustador que não possa ser enfrentado.
4ª) A vida não se resume em 23 caminhos... A cada mudança de percurso, novos caminhos surgirão.

(...)
 
Siga em frente com a alma forte e o coração sereno.
 
(...)
Há braços!