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sexta-feira, 21 de agosto de 2026

.os que sempre estiveram perto.

Uma coisa que só percebi depois de mudar para um lugar onde tudo é perto... a cidade é feita de quase-encontros.

Gente que dividiu a mesma calçada por anos sem se ver. Que esperou o mesmo sinal fechar, do mesmo lado da rua, em manhãs diferentes. Que frequentou a mesma padaria em horários que nunca se tocaram... um chegando quando o outro acabava de sair, o cheiro do café ainda no ar como um bilhete que ninguém leu.

A gente acha que conhece as pessoas por proximidade. Mas morar perto e se conhecer são coisas completamente diferentes, e às vezes leva uma vida inteira pra uma virar a outra.

Cada pessoa que anda por um bairro vai deixando um rastro invisível. A esquina onde sempre para. O banco da praça que virou o teu. O trajeto que os pés já fazem sozinhos, sem consultar a cabeça. E esses rastros se sobrepõem o tempo todo, sem que ninguém saiba.

Tu e a pessoa que um dia vai ser importante na tua vida talvez já tenham pisado no mesmo pedaço de chão dezenas de vezes. Talvez tenham se protegido da mesma chuva sob a mesma marquise, em tardes separadas por meses. Talvez tenham torcido o nariz pra mesma poça, admirado a mesma árvore florida, se irritado com o mesmo buraco na calçada.

 Estavam perto. Só não estavam juntos ainda.

O que mais me encanta é quando duas pessoas finalmente se conhecem e descobrem, no meio da conversa, que moram na mesma quadra há anos. Que o filho de um estudou com o filho do outro. Que frequentam o mesmo bar, só que em dias trocados. Que têm um amigo em comum que nunca pensou em apresentá-los.

Aí vem o espanto: "como a gente nunca se viu?"

E a resposta é quase sempre a mesma... a distância nunca foi de metros. Era de tempo, de horário, de acaso. Estavam separados por cinco minutos, não por cinco quilômetros. Por uma esquina que um virava à direita e o outro à esquerda. Por hábitos que corriam em paralelo, tão perto que quase se tocavam, mas nunca se cruzavam.

Quando enfim se encontram, é como se a cidade ou o destino tivesse guardado aquele encontro na manga esse tempo todo, esperando a hora certa de entregar.

Gosto de pensar que as ruas têm memória. Que as calçadas registram cada passo, cada história que passou por ali, e vão costurando, devagarinho, os fios que um dia vão se amarrar.

Os bares, as praças, as feiras de domingo da Redenção... não são só cenário. São lugares onde os caminhos invisíveis finalmente se cruzam, onde o "quase" vira "enfim". Onde alguém com quem tu já dividia a cidade sem saber, de repente, senta na mesa ao lado e puxa conversa.

Morar perto de tudo me fez perceber isso com mais nitidez. Toda vez que caminho pela vizinhança, penso em quantas histórias estão ali, dobradas nas esquinas, esperando. Quantas pessoas eu já cruzei sem saber. Quantos futuros amigos, ou pessoas queridas, estão neste exato momento a poucos passos, andando por uma calçada paralela à minha.

A gente vive achando que os encontros importantes vêm de longe. Mas muitos deles sempre estiveram aqui do lado... só faltava o tempo alinhar, a esquina coincidir, a cidade ou o destino decidir que agora era a hora.

Porque no fundo sempre estivemos mais perto do que imaginávamos. Só levou um tempinho pra descobrir.

domingo, 3 de novembro de 2013

.dr destino.


Depois de muito pensar, termino minha trilogia de pensamentos sobrenaturais.
Primeiro foi superstição, segundo foi a magia e agora o destino.
...
Estou tendo dificuldade para acreditar no destino. 
Difícil crer que as coisas estão pré-determinadas para acontecer nas nossas vidas.
Difícil acreditar que as coisas acontecem a margem do nosso querer e que existe uma entidade que decidiu o que seremos e o que teremos....
Acredito mais no efeito borboleta (clica aqui). 
Acho que tudo que acontece e o que não acontece é culpa ou mérito exclusivamente nosso. O caminho que trilhamos é nossa escolha, as pessoas que nos relacionamos são escolhidas por nós.
O destino é uma instituição criada para tirar a culpa das nossas costas e para aceitar a frieza das estatísticas. Afinal crer que existe um poder que determina as coisas é bem mais confortável pra encarar o mundo.
Pra mim a vida é feita apenas de decisões, consequências e estatísticas.
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Tudo para dizer que o Grêmio pode não passar na Copa do Brasil e isso tem um culpado, não é o destino. Nada de dizer “não era pra ser..” ou “deus queria assim..”.

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A DUPLA:
GRE: tem muito pra fazer pro ano que vem, joga o ano na quarta-feira depende dos nossos jogadores e do nosso técnico.
NAL: um melancólico fim de ano e uma interrogação para o início de 2014, deve fazer uma faxina no grupo de jogadores, será que faz?

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"Dr Destino é phoda sem camisinha...".Da Guedes