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Victor Hugo

segunda-feira, 20 de outubro de 2014

.dia do poeta.

E hoje é o Dia do Poeta!

Sobre o poeta Vinicius de Moraes escreveu Carlos Drummond de Andrade: 

“Vinicius é o único poeta brasileiro que ousou viver sob o signo da paixão. Quer dizer, da poesia em estado natural. Eu queria ter sido Vinicius de Moraes”.

Eu também!!! \o/

Fala aí, Vinicius!



Soneto de separação

De repente do riso fez-se o pranto
Silencioso e branco como a bruma
E das bocas unidas fez-se a espuma
E das mãos espalmadas fez-se o espanto.
De repente da calma fez-se o vento
Que dos olhos desfez a última chama
E da paixão fez-se o pressentimento
E do momento imóvel fez-se o drama.
De repente, não mais que de repente
Fez-se de triste o que se fez amante
E de sozinho o que se fez contente.
Fez-se do amigo próximo o distante
Fez-se da vida uma aventura errante
De repente, não mais que de repente.

quarta-feira, 15 de outubro de 2014

.permitir o sentimento.


Hoje pela manhã, assim que entrei no carro liguei o rádio. Propagando política. Levei a mão até o porta luvas e as cegas peguei um CD..
 
...Gildo de Freitas.
 
Fui arremetido, subitamente a Uruguaiana, mais precisamente para o sofá da sala de casa onde ficava o aparelho de som. Era lá que meu pai escutava seus discos... de olhos fechados.
 
Sentimentos existem para serem sentidos. Já no primeiro acorde de gaita meus olhos se encheram de lágrimas. Depois disso chorei sorrindo.
 
As lembranças que tenho chegam de repente, em determinadas situações... Assim como esta do CD do Gildo. Inevitável.
 
A saudade constante, guardada dentro de mim sai do silencio. É como se eu não tivesse chorado a morte do meu pai. É como se ele tivesse partido naquele momento.
 
Sentir-se triste é um belo começo para ser feliz.
 
(...)

Nossa vida é uma estrada com diversos corredor
Tem muitas encruzilhadas na picadinha do amor
Tem trecho duro, bem firme outros com atolador,
Cada um tem sua estrada seja do jeito que for.
 
Na estrada da minha vida tive muitas decadências
Muito atrapalho na estrada, mas nunca usei violência
Fui carregando a mochila com calma, jeito e paciência
Quanto mais brava a estrada mais eu mostrei resistência.
 
Na velha estrada da vida hoje eu descanso um pouquinho
Encontrei uma viajante que ia pro mesmo caminho,
Ela foi, me convidou, pra nós viajar juntinho,
Daquela data em diante não viajei mais sozinho.
 
Eu hoje tou numa estrada só de amores e carinho,
Nós fizemos uma empreitada, mas vamos devagarinho;
Porém a nossa empreitada foi de abrir cinco caminhos
Hoje são mais cinco estradas pros nossos cincos filhinhos.
 
Eu na estrada da vida, eu sou desta opinião,
Isso é o conselho que serve para qualquer cidadão
Principalmente pra esses moços, velhos, solteirão
Todo homem sem mulher é um viajar sem condução.
                                                  ESTRADA DA VIDA
                                                  Gildo de Freitas

(...)
 
Há braço!


quarta-feira, 8 de outubro de 2014

.fé cega e pé atrás.


Variações sobre um mesmo tema
Farinha do mesmo saco
O sujo criticando o mal lavado

(...)

De dois em dois anos nós temos a renovação que merecemos ter... acreditamos, desacreditados nas mudanças que virão. Uma vez ou outra saímos às ruas na tentativa de “acordar o gigante adormecido”. Percebemos seu sono profundo quando... tarde demais.

(...)

É sempre a mesma história
Sempre os mesmos erros
Promessas não cumpridas
Mas somos masoquistas
Temos o que merecemos ter.
 
 
(...)

  
 
 
Há braço!

sexta-feira, 8 de agosto de 2014

.amores e distância.

Recebi este texto da Cris, da mesa 8, e resolvi compartilhar aqui na minha mesa. É um texto lindo da Ruth Manus e saiu daqui.


Amores e distância

Era uma vez uma pessoa. E era uma vez outra pessoa. E era uma vez um amor. E como se já não bastassem todas as complicações inerentes ao amor, este vinha com um bônus: quilômetros.

Quilômetros de distância que estavam lá por alguma razão. Trabalho, estudo, família, raízes, origens, destino, sorte ou azar. Quilômetros estes pelos quais circulavam diariamente as tradicionais e inevitáveis saudades, as inegáveis angústias, a latente ansiedade e a eterna sensação de ser um pouco injustiçado pela vida.

Era uma vez essa história clássica, espalhada pelo mundo como vírus, mas que é sempre nova e fresca e que vive em milhares ou milhões de peitos com essa avassaladora capacidade de causar transtornos e alegrias na mesma medida.

Seriam “amor” e “distância” palavras incompatíveis por natureza? Ou seriam daquelas palavras que se atraem como imãs na sede de criar histórias dignas de roteiros de cinema, atravessando oceanos, desafiando o tempo e todas as probabilidades?

Seria uma espécie de teste? Uma prova para atestar o quão dispostos estamos a nos dar? Seria provação? Uma avaliação para tentar demonstrar nosso grau de interesse pelo amor?

Sei que, por vezes, parece piada de mau gosto do destino. Quando, por exemplo, nos flagramos invejando um casal que está tendo o luxo de passear de mãos dadas. Quando esticamos o braço na cama durante a noite e tudo o que encontramos é espaço vazio. Quando descobrimos que o olfato também sente saudades, como se todo o resto já não fosse suficiente.

E os palcos para as mais belas cenas de amor deixam de ser o entardecer na praia ou a tarde chuvosa no campo para serem um saguão de aeroporto às 7 da manhã de uma terça-feira, uma rodoviária lotada no fim do dia ou uma estação de trem cheia de rostos desconhecidos e completamente alheios à sua história.

E você então descobre pequenas dores em atos que sequer fazia ideia de que existiam: acariciar rostos em fotos; passar perfume para falar no Skype; adormecer com o celular na mão, tentando vencer o sono e a distância e acabar sucumbindo a ambos; fazer da vida uma contagem regressiva, sem se lembrar que cada dia vencido é um dia a menos de vida.

Descobre novos surtos e neuroses, nos quais a frase “vou tomar uma cerveja” é lida como “vou tomar 14 cervejas, 8 whiskys e 5 doses de tequila com 18 mulheres de 1,80m, cabelos sedosos e seios fartos”. Ou a frase “vou sair para jantar” é lida como “vou sair para jantar de cinta-liga, salto 15 e seguir diretamente para uma bunga bunga do Berlusconi”. Acontece. Não é fácil não pirar.

E acaba descobrindo também algumas novas alegrias: as promoções de passagens, o súbito momento em que o sinal do 3G é bom o bastante para aguentar 7 minutos de Viber, o prazer de acordar com uma notificação querida de whatsapp. É uma verdadeira arte de buscar ânimo em pequenas coisas.

Mas a verdade é que não é fácil. É bem mais difícil do que matar um leão por dia. Porque a saudade a gente não tem como matar. A falta a gente não tem como suprir. A ausência a gente não consegue aceitar sem uma certa relutância.

Mas é realmente incrível nossa capacidade de adaptação. O esforço do cérebro para tornar as lembranças um pouco sensoriais: a memória do toque, do cheiro, do gosto. O dia a dia que vai se ajeitando. O coração que se acalma um pouco, mas que continua batendo forte a cada pequena lembrança.

Tem dias em que a gente se questiona. Faz mesmo sentido? Até quando? Até onde vamos? Tem dias de “e se…”. E se não der certo? E se for perda de tempo? E se a gente não der conta?

Mas, no fim, a verdade é que, se é amor mesmo, a gente sabe que vale a pena. Cada passo, cada suspiro, cada quilômetro encarado. E a gente sabe que não tem saída: viver o romance impossível é mil vezes melhor que não viver o romance. E que, no fundo, essa ânsia dolorida faz com que a gente se sinta extremamente vivo a cada dia.

E amar no conforto, no sólido, no concreto é sempre lindo. Mas amar no desafio, no sacrifício diário, na corda bamba é gigante. É para os fortes. Os corajosos. Os dispostos. Os que declaram, seguros, para a vida:


“Vim para amar.
E vou amar.
Não importa como, eu vou.
E não me ofereça um amor mais fácil.
É esse que eu quero.
Esse é o meu.
Não tem outro.”.

segunda-feira, 21 de julho de 2014

.a incrível geração das mulheres que bebem cerveja.

Nesses últimos dias temos ouvido falar a incrível geração de mulheres chatas, da geração de mulheres que são tudo o que os homens não querem, um blá blá blá pra cá, um mimimi pra lá, e eu só queria lembrar vocês da incrível geração de mulheres que bebem cerveja. Até porque acho um papo bem mais legal.

A incrível geração de mulheres que bebem cerveja está sem muitas preocupações de criar rótulos e estereótipos se são o tipo de mulher que os homens querem ou não, se estão sozinhas porque são chatas ou não. Aliás, estudos botequísticos apontam que a incrível geração de mulheres que bebem cerveja tende a ser menos chata.


As mulheres que bebem cerveja frequentam os botecos

Falam palavrão mas mesmo assim não deixam de ser educadas. Elas também passam mais tempo na sessão de bebidas do mercado do que na de produtos de limpeza. Algumas dessas mulheres têm ou pretendem encontrar um dia um companheiro que beba com elas, leve-a no bar, traga sua cerveja favorita. Mas isso não é seu objetivo de vida, porque se não tiver um macho para fazer isso com elas, elas farão igual, sozinha ou com as amigas.

E nessa incrível geração de mulheres que bebem cerveja, tem uma parcela de mulheres que merecem meu mais absoluto respeito e admiração: são as sommeliers, as mestras cervejeiras, as chefs que sabem combinar delícias gastronômicas com bebidas, as empreendedoras de cervejarias, mulheres que levam essa história de cerveja a sério, e muitas vezes ganham a vida com isso.

A geração de mulheres que bebem cerveja não tem tempo pro recalque

Nem pro sofrimento, para auto vitimização. Elas estão preocupadas em onde vai ser o happy hour, qual a promoção de cerveja que está rolando, qual loja encontrar aquela artesanal que tanto ama com o menor preço ou que destino das férias poderá lhe proporcionar boas experiências etílico-gastronômicas.

E o mais importante: elas não estão fazendo isso para sobressair em relação aos homens, para se equiparar, para se aparecer, ou qualquer outro rótulo que possa surgir. A incrível geração de mulheres que bebem cerveja faz isso porque gosta, porque quer, porque aprecia. É por elas mesmo, não por ninguém. Encontrar alguém legal para acompanhar isso tudo e acrescentar, é só uma coisa legal, que pode ou não acontecer, dependendo do desejo de cada uma dessas incríveis mulheres tão diferentes e tão maravilhosas.

Finalizando

Na boa? Ficar discutindo se a “geração” é um tipo que os homens querem ou não, se você é chata, se está solteira por opção ou está encalhada mesmo, é muito complicado. Afinal de contas nós, mulheres e homens, somos serzinhos bem complexos, e cada um viveu e vive uma experiência diferente da outra, pensa e sente coisas diferentes, tem medos, anseios, aspirações bem diferentes, e querer generalizar isso, me soa um pouco tolo.

Então, antes que esse assunto fique um pouco mais chato, deixa eu ali abrir minha cerveja que tá gelada já! Me acompanha?


[ papo de bar ]
Saiu daqui.

segunda-feira, 21 de abril de 2014

.cuidemos deste agora.

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Pessoas vão embora de todas as formas: vão embora da nossa vida, do nosso coração, do nosso abraço, da nossa amizade, da nossa admiração, do nosso país. E, muitas a quem dedicamos um profundo amor, morrem. E continuam imortais dentro da gente. A vida segue: doendo, rasgando, enchendo de saudade... Depois nos dá aceitação, ameniza a falta trazendo apenas a lembrança que não machuca mais: uma frase engraçada, uma filosofia de vida, um jeito tão característico, aquela peculiaridade da pessoa.

Mas pessoas vão embora. As coisas acabam. Relações se esvaem, paixonites escorrem pelo ralo, adeuses começam a fazer sentido. E se a gente sente com estas idas e também vindas, é porque estamos vivos.

Cuidemos deste agora. Muitos já se foram para nos ensinar que a vida é só um bocado de momento que pode durar cem anos ou cinco minutos. E não importa quanto tempo você teve para amar alguém, mas o amor que você investiu durante aquele tempo. 


Marla de Queiroz

[ saiu daqui ]

segunda-feira, 14 de abril de 2014

.te desejo.

"Desejo primeiro que você ame,
E que amando, também seja amado.
E que se não for, seja breve em esquecer.
E que esquecendo, não guarde mágoa.
Desejo, pois, que não seja assim,
Mas se for, saiba ser sem desesperar.

Desejo também que tenha amigos,
Que mesmo maus e inconseqüentes,
Sejam corajosos e fiéis,
E que pelo menos num deles
Você possa confiar sem duvidar.
E porque a vida é assim,
Desejo ainda que você tenha inimigos.
Nem muitos, nem poucos,
Mas na medida exata para que, algumas vezes,
Você se interpele a respeito
De suas próprias certezas.
E que entre eles, haja pelo menos um que seja justo,
Para que você não se sinta demasiado seguro.

Desejo depois que você seja útil,
Mas não insubstituível.
E que nos maus momentos,
Quando não restar mais nada,
Essa utilidade seja suficiente para manter você de pé.

Desejo ainda que você seja tolerante,
Não com os que erram pouco, porque isso é fácil,
Mas com os que erram muito e irremediavelmente,
E que fazendo bom uso dessa tolerância,
Você sirva de exemplo aos outros.

Desejo que você, sendo jovem,
Não amadureça depressa demais,
E que sendo maduro, não insista em rejuvenescer
E que sendo velho, não se dedique ao desespero.
Porque cada idade tem o seu prazer e a sua dor e
É preciso deixar que eles escorram por entre nós.

Desejo por sinal que você seja triste,
Não o ano todo, mas apenas um dia.
Mas que nesse dia descubra
Que o riso diário é bom,
O riso habitual é insosso e o riso constante é insano.

Desejo que você descubra ,
Com o máximo de urgência,
Acima e a respeito de tudo, que existem oprimidos,
Injustiçados e infelizes, e que estão à sua volta.

Desejo ainda que você afague um gato,
Alimente um cuco e ouça o joão-de-barro
Erguer triunfante o seu canto matinal
Porque, assim, você se sentirá bem por nada.

Desejo também que você plante uma semente,
Por mais minúscula que seja,
E acompanhe o seu crescimento,
Para que você saiba de quantas
Muitas vidas é feita uma árvore.

Desejo, outrossim, que você tenha dinheiro,
Porque é preciso ser prático.
E que pelo menos uma vez por ano
Coloque um pouco dele
Na sua frente e diga "Isso é meu",
Só para que fique bem claro quem é o dono de quem.

Desejo também que nenhum de seus afetos morra,
Por ele e por você,
Mas que se morrer, você possa chorar
Sem se lamentar e sofrer sem se culpar.

Desejo por fim que você sendo homem,
Tenha uma boa mulher,
E que sendo mulher,
Tenha um bom homem
E que se amem hoje, amanhã e nos dias seguintes,
E quando estiverem exaustos e sorridentes,
Ainda haja amor para recomeçar.
E se tudo isso acontecer,
Não tenho mais nada a te desejar."

[ Victor Hugo ]

quarta-feira, 9 de abril de 2014

.doe sangue. .salve vidas.


Sexta feira em Bagé recebi um e-mail com a solicitação de doadores de sangue tipo A. bem o meu “número”... assim que cheguei a capital fui em direção ao serviço de hemoterapia. Cheguei lá e apresentei o meu tipo sanguíneo, o mesmo tipo que a pessoa internada estava precisando, fiz o teste para saber se eu poderia se doador de plaquetas(?) e para a minha surpresa e desinformação, não apresento veias de calibre adequado para doação de plaquetas!

(...)

Quero alertar o quanto é importante e necessário que existam mais e mais doadores... claro, o sangue que eu doei serviu para o receptor, mas se minhas veias fossem do calibre adequado, eu teria ajudado ainda mais essa pessoa.

(...)

Podemos fazer mais! Podemos salvar vidas! Podemos vir a precisar de alguém para nos salvar...
 

(...)


 
Condições básicas para doar sangue
* Sentir-se bem, com saúde;
* Apresentar documento com foto, válido em todo território nacional;
* Ter entre 18 e 65 anos de idade;
* Ter peso acima de 50Kg;
* Os intervalos para doação são de 60 dias para homens e de 90 dias para mulheres.
Recomendações para o dia da doação
* Nunca vá doar sangue em jejum;
* Faça um repouso mínimo de 6 horas na noite anterior a doação;
* Não ingerir bebidas alcoólicas nas 12 horas anteriores;
* Evitar fumar por pelo menos 2 horas antes da doação;
* Evitar alimentos gordurosos nas 3 horas antecedentes a doação;
Quem não pode doar
* Quem tem anemia;
* Quem teve diagnóstico de hepatite após os 10 anos de idade;
* Mulheres grávidas ou amamentando;
* Pessoas que estão expostas a doenças transmissíveis pelo sangue como AIDS, hepatite, sífilis e doença de chagas;
* Usuários de drogas;
* Aqueles que tiveram relação sexual com parceiro desconhecido ou eventual, sem uso de preservativos.
 
Onde doar em Porto Alegre

Banco de Sangue do Hospital Mãe de Deus
Rua José de Alencar, 286 - 3° Andar
(51) 3230-2309 - (51) 3230-2000

Banco de Sangue da Santa Casa
Rua Professor Annes Dias, 295
(51) 3214-8025 - (51) 3214-8585

Banco de Sangue Hospital Moinhos de Vento
Rua Ramiro Barcelos, 910
(51) 3314-3860

Banco de Sangue do Hospital de Clínicas de Porto Alegre
Rua São Manoel, 543 - 2° Andar
(51) 3359-8504

Banco de Sangue do Hospital de Pronto Socorro - HPS
Largo Teodoro Herzl, Térreo
(51) 3289-7656 - (51) 3289-7657

Banco de Sangue do Hospital Nossa Senhora da Conceição
Avenida Francisco Trein, 596 - 2° Andar
(51) 3357-2139

Hemocentro do Estado do Rio Grande do Sul (HEMORGS)
Avenida Bento Gonçalves, 3722
(51) 3336-6755

Laboratório Marques Pereira
Rua Vasco da Gama, 84
(51) 3311-0016
(...)
 
 
Há braço!

segunda-feira, 7 de abril de 2014

.abra sua agenda aos imprevistos.

Um amigo cego meu pensa muitas vezes em seu interior, quando vai dormir: “Talvez, quando eu levantar amanhã, eu possa enxergar”. Até hoje, ele continua cego. Mas este sonho não se apaga em seu coração.

Como seria bom se todos nós sonhássemos sempre o mesmo! Querer acordar e ver tudo com clareza, porque não enxergamos tão bem quanto gostaríamos. A fé, no que parece impossível, continua viva quando cuidamos da chama do coração.

Alguém disse: “Se, por algum instante, Deus me desse um pedaço de vida, eu aproveitaria esse tempo o máximo possível. Daria valor às coisas, não pelo que valem, mas pelo que significam. Dormiria pouco, sonharia mais, porque entendo que, em cada minuto em que fechamos os olhos, perdemos sessenta segundos de luz. Eu andaria enquanto os outros se detêm, despertaria enquanto os outros dormem”. É o desejo de viver avida plenamente, sem sombras, sem escuridão. Uma vida com sentido e cheia de luz.

Um dia desses, uma pessoa comentava quão importante é viver aceitando que muitas coisas acontecem de repente. É verdade. Os milagres ocorrem quando não os esperamos. Vamos por um caminho, acreditamos que o correto é o que estamos fazendo, e de repente acontece algo que muda tudo.

Uma morte, uma doença, um imprevisto. Um acidente, um acontecimento alegre, uma surpresa inesperada. Um sorriso, um “te amo” que muda tudo, um abraço que nos rompe por dentro. Uma palavra de carinho ou de desprezo que nos comove. Um “adeus”, um “até logo”. Um silêncio que nos faz compreender. Uma viagem, uma resposta não pedida, uma pergunta lançada ao ar. Um “olá”, um “nunca é tarde”.

Às vezes, temos a agenda tão cheia, tão marcada, que suprimimos os possíveis “de repente” da nossa vida, tentando evitar que eles compliquem a nossa existência. Nós os evitamos, os censuramos, os escondemos. Não queremos que nada aconteça “de repente”.

Queremos estar tranquilos, com tudo sob controle. Mas isso não é possível. As coisas continuarão acontecendo em nossa vida quando menos esperarmos.

Se fôssemos mais flexíveis, esses “de repente” não seriam tão incômodos. Nós nos adaptaríamos facilmente às mudanças e as veríamos como novos caminhos que Deus abre para nós. Se colocássemos nossa agenda nas mãos de Deus, talvez as mudanças não nos complicariam tanto a vida.

Para isso, temos de desenvolver um dom especial, essa capacidade de descobrir Deus em tudo, essa ingenuidade das crianças que sabem aproveitar a vida no presente, aqui e agora. Sem olhar o passado com nostalgia ou culpa. Sem esperar o futuro com medo e desconfiança.

Esses “de repente” podem transformar nossa vida para sempre.

Pe. Carlos Padilla
Saiu daqui.

quarta-feira, 2 de abril de 2014

.odeio despedidas.




Chuvas de cristais iluminam o céu naquela direção
Ventos, temporais... me ajudam a sair da solidão
(...)
 

 


 
(...)
 
Há braços!