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Victor Hugo

sexta-feira, 24 de abril de 2015

.É preciso ir embora.


É preciso ir embora



Ir embora é importante para que você entenda que você não é tão importante assim, que a vida segue, com ou sem você por perto. 

Pessoas nascem, morrem, casam, separam e resolvem os problemas que antes você acreditava só você resolver. 

É chocante e libertador – ninguém precisa de você pra seguir vivendo. Nem sua mãe, nem seu pai, nem seu ex-patrão, nem sua pegada, nem ninguém. Parece besteira, mas a maioria de nós tem uma noção bem distorcida da importância do próprio umbigo – novidade para quem sofre desse mal: ninguém é insubstituível ou imprescindível. Lide com isso.


É preciso ir embora.


Ir embora é importante para que você veja que você é muito importante sim! Seja por 2 minutos, seja por 2 anos, quem sente sua falta não sente menos ou mais porque você foi embora – apenas sente por mais tempo! O sentimento não muda. Algumas pessoas nunca vão esquecer do seu aniversário, você estando aqui ou na Austrália. Esse papo de “que saudades de você, vamos nos ver uma hora” é politicagem. Quem sente sua falta vai sempre sentir e agir. E não se preocupe, pois o filtro é natural. Vai ter sempre aquele seleto e especial grupo que vai terminar a frase “Que saudade de você…” com “por isso tô te mandando esse áudio”; ou “porque tá tocando a nossa música” ou “então comprei uma passagem” ou ainda “desce agora que tô passando aí”.


Então vá embora. Vá embora do trabalho que te atormenta. Daquela relação que você sabe não vai dar certo. Vá embora “da galera” que está presente quando convém. Vá embora da casa dos teus pais. Do teu país. Da sala. Vá embora. Por minutos, por anos ou pra vida. Se ausente, nem que seja pra encontrar com você mesmo. Quanto voltar – e se voltar – vai ver as coisas de outra perspectiva, lá de cima do avião.


As desculpas e pré-ocupações sempre vão existir. Basta você decidir encarar as mesmas como elas realmente são – do tamanho de formigas.


Este saiu daqui, #antonianodiva

terça-feira, 18 de novembro de 2014

As três palavras mágicas

Nestas 4 décadas de vida já conheci muitas pessoas.
Algumas serviram de modelo a ser seguido, outras ... bem melhor deixar assim!
E sabe o que eu descobri?
Que o importante não é aparecer, mas se fazer distinguir.
Elegância é usar três palavras mágicas: com licença, desculpa e obrigado.
Só quem utiliza estas 3 palavrinhas consegue perceber o incrível poder que possuem de desarmar os espíritos mais rudes e facilitar as relações.
Para minha sorte cruzei mais vezes com pessoas elegantes!
E você. Já usou uma palavra mágica hoje?
Beijo especial para a pessoa mais elegante que conheço: Minha Comadre, Carla Netto.

terça-feira, 28 de outubro de 2014

Moleskine

Mesa 8 cheia de emoção!
Que bom poder retomar o rumo da prosa neste espaço que semeia tantos encontros felizes.
É uma honra estar aqui com vocês compartilhando um pouco, do "tantão" de coisas boas que a vida  me apresenta.
Fiz nos últimos tempos uma incursão no tema [AMOR] e hoje quero dizer que por causa DELE estou aqui.
Que o amor por este blog e pelas pessoas que frequentam este Pub, permaneçam alimentando as mentes dos nossos leitores.
Agora pense na mesa 8 como um moleskine que você encontrou em uma mesa de bar. A cada terça-feira você encontrará um trecho de algum livro, música, roteiro de filme, e afins para ler e refletir.
E a primeira página vem com Diana Corso e Clarice Lispector:

Amar é combater o desencontro a cada dia. (Diana Corso)

Pensava que, somando as compreensões, eu amava. Não sabia que somando as incompreensões é que se ama verdadeiramente.

Um beijo cheio de amor em cada mesa e em cada leitor do Vezenquando!

segunda-feira, 27 de outubro de 2014

5 coisas que podemos aprender com o Vinicius de Moraes

Essas dicas são do Ricardo Coiro. Não tinha como não disponibilizar aqui nesta mesa esse post maravilhoso sobre Ele.

Assim como diz o Ricardo, "quando me pedem para citar alguém que realmente viveu intensamente, eu sempre digo o mesmíssimo nome: Vinicius de Moraes. E nunca me arrependo. Sinto-me incapaz de pensar em outro ser que – como o “poetinha” – mergulhou tão profundamente na poesia da existência e nas emoções indivisíveis do cotidiano humano".



1. “QUE NÃO SEJA IMORTAL, POSTO QUE É CHAMA, MAS QUE SEJA INFINITO ENQUANTO DURE”, TRECHO DO SONETO DE FIDELIDADE

O trecho final do Soneto de Fidelidade é uma das coisas mais lindas que já li, e fique sabendo que eu já li muita coisa boa por aí. A cada releitura, mais sentido e emoção eu vejo nele. Por quê? Porque depois de alguns amores desfeitos – e corações deixados para trás -, eu finalmente entendi que ansiar pela eternidade dos laços é uma grande besteira, uma expectativa desnecessária que só nos leva ao sofrimento e à sensação de tempo desperdiçado. Depois que percebi que as relações amorosas podem ser maravilhosas, mesmo quando não duram para sempre, tudo ficou mais lindo e cheio de sentido. Os meus namoros passaram a rimar mais, mesmo depois dos pontos finais. Eu parei de tentar estender, à força e a todo custo, aquilo que já perdeu o sal e a pimenta. E parei de maldizer – apenas por ter terminado – aquilo que já findou. Parei de dizer “não deu certo” e comecei a dizer “deu certo enquanto durou”, mesmo que tenha durado apenas uma semana. Ou um dia, sei lá. Estão me entendendo? Essa coisa de “até que a morte os separe” é uma senhora idiotice. Um relacionamento de sucesso, definitivamente, não é aquele que dura para sempre, e sim o que é intenso – e memorável – enquanto dura.




2. “PORQUE A VIDA SÓ SE DÁ PRA QUEM SE DEU”, TRECHO DE COMO DIZIA O POETA

Parece óbvio, né? Porém, acredite se quiser, para muitos não é. E se você é do tipo que quer, de verdade, tudo aquilo que a vida é capaz de lhe dar, saiba que você precisa se entregar – de corpo, alma e coração – primeiro. Porque enquanto você, por medo de não dar certo ou de um possível sofrimento, doar-se pela metade, não se livrar do morno e continuar a mergulhar raso em tudo, certamente não terá nada além de sentimentos meia-boca, e não encontrará razões para mínimas poesias. Se você quer sentir, de fato, as maravilhas que só uma emoção pode prover, esqueça essa coisa de forçar o seu coração a permanecer gelado. E se entregue à vida. Mergulhe. Atire-se. Pule em direção ao desconhecido. Pode ser que dê tudo errado e que você sofra depois, mas é a única forma de se manter aberta – e disponível – às melhores coisas que a vida tem para nos oferecer.




3. “PORQUE O PERDÃO TAMBÉM CANSA DE PERDOAR”, TRECHO DE REGRA TRÊS

Ele já perdoou você três vezes. Ou quatro? E você continua a magoá-lo, como se o estoque de perdão dele fosse infindável. Cuidado! Porque, como bem disse o Vinicius: “o perdão também cansa de perdoar”. Não abuse da boa vontade do perdão. O último perdão que você ganhou, talvez, tenha sido o último. Pense nisso se você realmente gosta da pessoa. Por maior que seja o amor que ele sente por você, pode ser que ele não aguente mais um pisão sobre o coração.




4. “PARA VIVER UM GRANDE AMOR (…) É SEMPRE NECESSÁRIO TER EM VISTA, UM CRÉDITO DE ROSAS NO FLORISTA”, TRECHO DE PARA VIVER UM GRANDE AMOR

Flores ou não, a grande verdade é que – em qualquer relação – as surpresas sempre caem bem. Aliás, bem melhor do que as rosas, em minha opinião, são aquelas surpresas com o potencial de demonstrar o quanto você prestou atenção nos mínimos detalhes da pessoa.




5. A MÚSICA COTIDIANO Nº 2, INTEIRA

Até tentei escolher um pedaço da música para exemplificar o que eu quero falar a respeito dela. Mas não consegui. Você precisará ouvi-la do começo ao fim, e garanto que não será sacrifício algum. É uma das músicas que eu mais gosto. Sabe por quê? Pois é uma linda homenagem às coisas simples e, a meu ver, as mais bonitas da vida. Um sonoro brinde àquelas miudezas fantásticas que estamos deixando de lado, para nunca mais, enquanto nos perdemos dentro de telas touch que dão acesso a universos paralelos, sem cheiro de chuva, dama-da-noite ou café recém-feito.

quarta-feira, 22 de outubro de 2014

.noite da palavra.





 
 
Noite da Palavra marca os dez anos do Barraco Multiespaço
 
No próximo sábado, 25 de outubro, o evento Noite da Palavra marca o início das comemorações de dez anos do Barraco Multiespaço. Performances cênicas, música e literatura, compõem as atrações da noite. Apesar do nome, as ações iniciam as 17h para contemplar todos os públicos. A intenção é valorizar a palavra como base das expressões, além da integração das artes através do experimentalismo.
 
Na ocasião, a escritora Valeria Surreaux lança seus segundo título, o livro “Expressão da Terra” e o músico e compositor Sérgio Rojas convida Nicolle Ferrer para um pocket show. Também estão previstas intervenções variadas de gastronomia, audiovisual, trocas de livros, leituras, dança contemporânea, recitais, varal expondo textos de diversos autores e algumas surpresas, todas ligadas a palavra e suas variáveis.
 
O Barraco Multiespaço atua há quase dez anos na área da cultura, com produção audiovisual, fotografia, design e moda e promovendo ações artísticas em suas mais variadas formas. Seus dez anos serão comemorados em abril de 2015, até lá, estão previstos diversos eventos para difundir as produções do espaço. A Noite da Palavra é aberta ao público. O Barraco Multiespaço fica na Rua Laurindo, 332, Bairro Santana.


 SERVIÇO
 O QUE: Noite da Palavra
 COMO: Aberto ao público, entrada franca.
 QUANDO: Sábado, 25 de outubro, a partir das 17h
 ONDE: Barraco Multiespaço, Rua Laurindo, 332, Bairro Santana – PT Porto Alegre
 Mais informações com a Coordenadora do evento, Bárbara Barbosa: 51 7815 04 53




(...)

Há braço!

segunda-feira, 20 de outubro de 2014

.dia do poeta.

E hoje é o Dia do Poeta!

Sobre o poeta Vinicius de Moraes escreveu Carlos Drummond de Andrade: 

“Vinicius é o único poeta brasileiro que ousou viver sob o signo da paixão. Quer dizer, da poesia em estado natural. Eu queria ter sido Vinicius de Moraes”.

Eu também!!! \o/

Fala aí, Vinicius!



Soneto de separação

De repente do riso fez-se o pranto
Silencioso e branco como a bruma
E das bocas unidas fez-se a espuma
E das mãos espalmadas fez-se o espanto.
De repente da calma fez-se o vento
Que dos olhos desfez a última chama
E da paixão fez-se o pressentimento
E do momento imóvel fez-se o drama.
De repente, não mais que de repente
Fez-se de triste o que se fez amante
E de sozinho o que se fez contente.
Fez-se do amigo próximo o distante
Fez-se da vida uma aventura errante
De repente, não mais que de repente.

quarta-feira, 15 de outubro de 2014

.permitir o sentimento.


Hoje pela manhã, assim que entrei no carro liguei o rádio. Propagando política. Levei a mão até o porta luvas e as cegas peguei um CD..
 
...Gildo de Freitas.
 
Fui arremetido, subitamente a Uruguaiana, mais precisamente para o sofá da sala de casa onde ficava o aparelho de som. Era lá que meu pai escutava seus discos... de olhos fechados.
 
Sentimentos existem para serem sentidos. Já no primeiro acorde de gaita meus olhos se encheram de lágrimas. Depois disso chorei sorrindo.
 
As lembranças que tenho chegam de repente, em determinadas situações... Assim como esta do CD do Gildo. Inevitável.
 
A saudade constante, guardada dentro de mim sai do silencio. É como se eu não tivesse chorado a morte do meu pai. É como se ele tivesse partido naquele momento.
 
Sentir-se triste é um belo começo para ser feliz.
 
(...)

Nossa vida é uma estrada com diversos corredor
Tem muitas encruzilhadas na picadinha do amor
Tem trecho duro, bem firme outros com atolador,
Cada um tem sua estrada seja do jeito que for.
 
Na estrada da minha vida tive muitas decadências
Muito atrapalho na estrada, mas nunca usei violência
Fui carregando a mochila com calma, jeito e paciência
Quanto mais brava a estrada mais eu mostrei resistência.
 
Na velha estrada da vida hoje eu descanso um pouquinho
Encontrei uma viajante que ia pro mesmo caminho,
Ela foi, me convidou, pra nós viajar juntinho,
Daquela data em diante não viajei mais sozinho.
 
Eu hoje tou numa estrada só de amores e carinho,
Nós fizemos uma empreitada, mas vamos devagarinho;
Porém a nossa empreitada foi de abrir cinco caminhos
Hoje são mais cinco estradas pros nossos cincos filhinhos.
 
Eu na estrada da vida, eu sou desta opinião,
Isso é o conselho que serve para qualquer cidadão
Principalmente pra esses moços, velhos, solteirão
Todo homem sem mulher é um viajar sem condução.
                                                  ESTRADA DA VIDA
                                                  Gildo de Freitas

(...)
 
Há braço!


quarta-feira, 8 de outubro de 2014

.fé cega e pé atrás.


Variações sobre um mesmo tema
Farinha do mesmo saco
O sujo criticando o mal lavado

(...)

De dois em dois anos nós temos a renovação que merecemos ter... acreditamos, desacreditados nas mudanças que virão. Uma vez ou outra saímos às ruas na tentativa de “acordar o gigante adormecido”. Percebemos seu sono profundo quando... tarde demais.

(...)

É sempre a mesma história
Sempre os mesmos erros
Promessas não cumpridas
Mas somos masoquistas
Temos o que merecemos ter.
 
 
(...)

  
 
 
Há braço!

sexta-feira, 8 de agosto de 2014

.amores e distância.

Recebi este texto da Cris, da mesa 8, e resolvi compartilhar aqui na minha mesa. É um texto lindo da Ruth Manus e saiu daqui.


Amores e distância

Era uma vez uma pessoa. E era uma vez outra pessoa. E era uma vez um amor. E como se já não bastassem todas as complicações inerentes ao amor, este vinha com um bônus: quilômetros.

Quilômetros de distância que estavam lá por alguma razão. Trabalho, estudo, família, raízes, origens, destino, sorte ou azar. Quilômetros estes pelos quais circulavam diariamente as tradicionais e inevitáveis saudades, as inegáveis angústias, a latente ansiedade e a eterna sensação de ser um pouco injustiçado pela vida.

Era uma vez essa história clássica, espalhada pelo mundo como vírus, mas que é sempre nova e fresca e que vive em milhares ou milhões de peitos com essa avassaladora capacidade de causar transtornos e alegrias na mesma medida.

Seriam “amor” e “distância” palavras incompatíveis por natureza? Ou seriam daquelas palavras que se atraem como imãs na sede de criar histórias dignas de roteiros de cinema, atravessando oceanos, desafiando o tempo e todas as probabilidades?

Seria uma espécie de teste? Uma prova para atestar o quão dispostos estamos a nos dar? Seria provação? Uma avaliação para tentar demonstrar nosso grau de interesse pelo amor?

Sei que, por vezes, parece piada de mau gosto do destino. Quando, por exemplo, nos flagramos invejando um casal que está tendo o luxo de passear de mãos dadas. Quando esticamos o braço na cama durante a noite e tudo o que encontramos é espaço vazio. Quando descobrimos que o olfato também sente saudades, como se todo o resto já não fosse suficiente.

E os palcos para as mais belas cenas de amor deixam de ser o entardecer na praia ou a tarde chuvosa no campo para serem um saguão de aeroporto às 7 da manhã de uma terça-feira, uma rodoviária lotada no fim do dia ou uma estação de trem cheia de rostos desconhecidos e completamente alheios à sua história.

E você então descobre pequenas dores em atos que sequer fazia ideia de que existiam: acariciar rostos em fotos; passar perfume para falar no Skype; adormecer com o celular na mão, tentando vencer o sono e a distância e acabar sucumbindo a ambos; fazer da vida uma contagem regressiva, sem se lembrar que cada dia vencido é um dia a menos de vida.

Descobre novos surtos e neuroses, nos quais a frase “vou tomar uma cerveja” é lida como “vou tomar 14 cervejas, 8 whiskys e 5 doses de tequila com 18 mulheres de 1,80m, cabelos sedosos e seios fartos”. Ou a frase “vou sair para jantar” é lida como “vou sair para jantar de cinta-liga, salto 15 e seguir diretamente para uma bunga bunga do Berlusconi”. Acontece. Não é fácil não pirar.

E acaba descobrindo também algumas novas alegrias: as promoções de passagens, o súbito momento em que o sinal do 3G é bom o bastante para aguentar 7 minutos de Viber, o prazer de acordar com uma notificação querida de whatsapp. É uma verdadeira arte de buscar ânimo em pequenas coisas.

Mas a verdade é que não é fácil. É bem mais difícil do que matar um leão por dia. Porque a saudade a gente não tem como matar. A falta a gente não tem como suprir. A ausência a gente não consegue aceitar sem uma certa relutância.

Mas é realmente incrível nossa capacidade de adaptação. O esforço do cérebro para tornar as lembranças um pouco sensoriais: a memória do toque, do cheiro, do gosto. O dia a dia que vai se ajeitando. O coração que se acalma um pouco, mas que continua batendo forte a cada pequena lembrança.

Tem dias em que a gente se questiona. Faz mesmo sentido? Até quando? Até onde vamos? Tem dias de “e se…”. E se não der certo? E se for perda de tempo? E se a gente não der conta?

Mas, no fim, a verdade é que, se é amor mesmo, a gente sabe que vale a pena. Cada passo, cada suspiro, cada quilômetro encarado. E a gente sabe que não tem saída: viver o romance impossível é mil vezes melhor que não viver o romance. E que, no fundo, essa ânsia dolorida faz com que a gente se sinta extremamente vivo a cada dia.

E amar no conforto, no sólido, no concreto é sempre lindo. Mas amar no desafio, no sacrifício diário, na corda bamba é gigante. É para os fortes. Os corajosos. Os dispostos. Os que declaram, seguros, para a vida:


“Vim para amar.
E vou amar.
Não importa como, eu vou.
E não me ofereça um amor mais fácil.
É esse que eu quero.
Esse é o meu.
Não tem outro.”.